Nossas ações fazem diferença, ninguém tem dúvida.
Todo mundo, hoje em dia, se diz envolvido em ao menos uma “ação” em defesa do meio ambiente. Não há quem diga, impunemente, que não está nem aí.
Mas as ações das pessoas, em geral, vão até o limite de seu conforto. Se não atrapalhar sua vida, tudo bem; se não trouxer gastos, tudo bem; se não incidir em grandes sacrifícios, tudo bem.
Mas tem que gastar? Tem que deixar de fazer algo que amo? Tem que ter sacrifício?
“Tô fora”; “Já tem muita gente fazendo”; “É muito difícil”; “Isso é balela, não tem nada a ver”.
É neste rol que incluo o fato de as pessoas comerem carne e nem cogitarem deixar de fazê-lo.
É a favor dos animais, ama os cachorrinhos, chora pelos gatinhos, não pode ver alguém maltratando um bichinho… mas carne é uma delícia!
Sei que é difícil.
Mas algumas reflexões devem ser feitas, especialmente por aqueles que se dizem comprometidos com o meio ambiente e que “adoram” os animais (vivos).
Eu deixei de comer carne há uns 6 anos – com períodos dentro destes em que sucumbi, especialmente viajando, em que a alimentação diferenciada fica mais difícil – mas posso considerar que, dentro deste período, coloquei pra dentro do meu corpo 99,5% menos carne do que colocava anteriormente.
Por que deixei de comer carne?
Porque não concordo com o fato de os animais serem criados para nos alimentar, especialmente como são.
Veja, por exemplo, o documentário A Carne é Fraca, produzido pelo Instituto Nina Rosa (INR), e se assuste.
Aqui coloco apenas o trailer, no link acima pode-se comprar na loja do INR:
E veja também o filme chamado Earthlings (Terráqueos).
Como eu não consegui incorporar, apenas coloquei o link acima. Está com legenda em português.
Ele tem imagens muito fortes, tome cuidado.
Outra coisa: pra quem não sabe, os bois são castrados pra criação com destino aos abatedouros.
E você acha que tem anestesia ou carinho nos bagos deles pra não sentir dor?
Veja este vídeo (cenas também muito fortes):
Por fim, cito alguns números que saíram n’O Globo do dia 3 de setembro de 2011, p.13:
A pecuária é a atividade que mais ocupa áreas desmatadas na Amazônia. O pasto responde por 62% dos 719,2 mil quilômetros quadrados desflorestados na região até 2008. (…) O desmatamento na Amazônia não está associado à agricultura (que responde por 5% do total de floresta derrubada.
A pecuária é uma atividade que só se mostra viável em grandes propriedades, já que exige um investimento significativo na manutenção da pastagem. (…) Apesar da ampla área de pastagem, a concentração de gado é baixa. (…) Em áreas do tamanho de um campo de futebol, há apenas um boi pastando.
Resumindo:
Se você gosta dos animais e se você quer colaborar com o meio ambiente, deixe de comer carne.
Abraços,
Declev Reynier Dib-Ferreira
Não como carne.
