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Dica de filme: Surplus

Tuesday, May 8th, 2012

Dica de filme: Surplus.

Acho que começa a hora – ou já passamos dela – de rever nossas concepções de consumo. De rever as concepções de cidadania, de crescimento, de desenvolvimento, mesmo que “sustentável”.

Uma sociedade que fica em polvorosa quando o consumo de carros cai e depois não tem onde mais colocar estes mesmos carros nas ruas engarrafadas das cidades, está doente.

Uma sociedade que é capaz de jogar no lixo sua produção excedente de comida para que o preço desta se eleve no mercado, está doente.

Uma sociedade que trata este tal de “mercado” como uma pessoa acima do em ou do mal, como seu próprio Deus (“o Mercado acordou nervoso hoje”), está doente.

Fica-se preocupado com empregos e com ganhos cada vez maiores. Em compensação, gastamos cada vez mais com produtos que duram cada vez menos.

Ora, se os produtos durassem por décadas, precisaríamos cada vez de mais renda para comprar outros novos?

Há um tempo, durante a crise, o presidente Lula deu como antídoto: “comprem”!

Este é o terror hoje em dia: o consumo cair.

Tem algo errado e devemos pensar sobre isso.

Tem que haver outras formas de circular as riquezas. As riquezas, aliás, não podem ser só em forma de mercadorias.

É dever nosso pensar sobre isso e fazer os outros pensarem sobre isso.

Não há solução pronta, mas muitas se nos apresentam:

    • Comprar menos;
    • Comprar produtos que durem mais;
    • Reelaborar nossas prioridades e necessidades;
    • Diminuir a publicidade;
    • Produzir leis que forcem a menor produção (como uma que obrigue a garantia ser maior do que a vergonhosa um ano ou três meses!).

Não sei se há uma “revolução” possível, mas acho que é chegada a hora de, politicamente, iniciar uma mudança. É chegada a hora de, por exemplo, termos uma classe política verdadeiramente interessada nesta questão.

Pode-se não concordar com tudo o que este filme apresenta, mas é um bom ponto de partida para discutirmos o assunto.

Abraços,

Declev Reynier Dib-Ferreira
Consumidor…

Divulgação de novo projeto/movimento – Centro para o Consumo Crítico e Consciente – C.3C’s

Saturday, February 11th, 2012

01 10 07 009

Recebi a mensagem abaixo por email e ajudo a divulgar, por achar a proposta interessante.

É uma iniciativa portuguesa, mas que convém a qualquer país, especialmente o Brasil, com esta explosão de “desenvolvimento” que aqui assola.

Abraços,

Declev Reynier Dib-Ferreira

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C. 3C´s – Centro para o Consumo Crítico e Consciente – Contexto

A nossa sociedade passou-se a designar de “sociedade de consumo”. O consumismo é um fenómeno relativamente moderno e já quase não conseguimos idealizar uma sociedade sem ele. Na verdade, aquilo que nos parece uma “fatalidade” e fenómeno intrínseco ao nosso estilo de vida, possui tremendas repercussões e impactos profundamente negativos:

Ao nível ecológico a exploração desenfreada de recursos naturais, tendo em vista manter a dinâmica do próprio sistema, tem vindo a reflectir-se numa destruição generalizada dos ecossistemas naturais que suportam a vida terrestre. A tremenda carga poluente inerente a praticamente todo o ciclo produtivo possui também ela consequências terríveis para a Natureza. A juntar a isso há ainda toda a imensidão de detritos e resíduos produzidos. Em função de todos estes factores, vários ecossistemas ecológicos encontram-se, em larga medida, em fase de destruição ou destruídos, extremamente poluídos e contaminados, ou num considerável estado de degradação.

A nível social em muitos aspectos a realidade não é muito melhor. O grosso das empresas, sobretudo multinacionais, transferiram a sua estrutura produtiva para países onde, muito basicamente, podem produzir de forma muito mais barata mas, de uma forma geral, ambientalmente de forma muito mais irresponsável e onde os trabalhadores enfrentam condições laborais normalmente precárias ou muito precárias. O desemprego nos outrora países produtores e a degradação da importância do “trabalho” tem-se vindo a reflectir numa espiral de marginalização e exclusão social.

A nível económico o actual sistema, a forma como contribuímos e participamos nele quando “consumimos”, provém quase por completo somente aos interesses de um conjunto muito restrito de indivíduos que detêm a generalidade das entidades corporativas que controlam áreas cada vez maiores das várias actividades produtivas a nível mundial, com consequente poder de pressão, controlo e influência sobre as diversas estâncias democráticas (que gradualmente o têm vindo a ser cada vez menos).

C. 3C´s – Centro para o Consumo Crítico e Consciente

O C. 3C´s – Centro para o Consumo Crítico e Consciente é uma iniciativa que pretende funcionar de forma activa e informal no sentido de aumentar a capacidade crítica dos indivíduos/cidadãos enquanto consumidores (e cidadãos) informados e activos. Sendo que o seu papel de consumidores se encontra também intimamente ligado a uma função que urge cada vez mais incentivar que é a de auto-produção e consumo cooperativo. No fundo o objectivo primordial é o de encontrarmos e criarmos formas de depender menos de práticas e entidades produtivas que contribuem para a lógica de um sistema mercantilista e desumano. De encontrarmos e criarmos formas e modelos de consumo mais sustentáveis, éticos e humanos.

O. 3C´s – Oficinas de Consumo Crítico e Consciente

O C. 3C´s – Centro para o Consumo Crítico e Consciente surge no contexto das O. 3C´s – Oficinas de Consumo Crítico e Consciente e da necessidade de aprofundar/potenciar de forma mais sistematizada o trabalho de sensibilização e intervenção sobre o processo de consumo desenvolvido nas O3C´s.

C. 3C´s – Centro para o Consumo Crítico e Consciente em Acção

Estando ainda tanto daquilo que são os propósitos do C.3C´s em aberto (como de uma forma geral idealmente deverão sempre permanecer) não é muito fácil estabelecer objectivos precisos. De qualquer das formas a sua acção passa essencialmente pela recolha, produção e partilha de informação relativamente a formas e escolhas capazes de determinar positivamente o ciclo de produção – consumo, nomeadamente através de escolhas susceptíveis de diminuir significativamente a pegada ecológica e apoiar projectos e negócios que tenham um carácter essencialmente de pequena escala, ético, familiar. Assim como o mais ecologicamente e eticamente responsáveis.

C. 3C´s – Centro para o Consumo Crítico e Consciente, como participar

Também neste capítulo ainda é imenso tudo aquilo que está por definir de forma mais concreta. De qualquer das formas sendo a informação um dos principais vectores a recolha, compilação e partilha de informação é de facto um dos eixos principais de actuação pelo que todas as contribuições nesse sentido, quer como agente activo de recolha de informação quer como agente activo na divulgação e disseminação da mesma, são contributos da maior importância.

Depois todas as acções, campanhas e actividades do centro irão depender directamente do dinamismo e participação de tod@s activist@s interessados em envolver-se, pelo que irão sendo definidos formas e maiores necessidades em termos de participação em cada momento. No entanto, sendo os meios de pequena escala os veículos privilegiados de comunicação, está em perspectiva a criação de um “sítio na Internet e/ou blog” e de um boletim informativo. Todos os contributos (gráficos, design, informáticos) são por inerência extremamente bem vindos e necessários.

C. 3C´s – Centro para o Consumo Crítico e Consciente, meios

Uma das principais prioridades em termos comunicacionais foi a criação de uma lista de correio electrónico onde se poderão inscrever todos os interessad@s em receber e partilhar as informações.

O endereço dessa lista é ESTE

O endereço de correio electrónico é ESTE

C. 3C´s – Centro para o Consumo Crítico e Consciente, visões

Algumas das iniciativas em perspectiva poderão passar pela dinamização de grupos vocacionados para a auto-produção; criação de grupos informais de eco-socio-consumidores que se poderão vir a constituir, ou não, no formato de cooperativa; organização de campanhas de sensibilização específicas. Etc.

C. 3C´s – Contactos

Pedro Jorge Pereira (coordenação)

Endereço electrónico

Quer ajudar o meio ambiente? Pare de comer carne!

Tuesday, September 20th, 2011

Nossas ações fazem diferença, ninguém tem dúvida.

Todo mundo, hoje em dia, se diz envolvido em ao menos uma “ação” em defesa do meio ambiente. Não há quem diga, impunemente, que não está nem aí.

Mas as ações das pessoas, em geral, vão até o limite de seu conforto. Se não atrapalhar sua vida, tudo bem; se não trouxer gastos, tudo bem; se não incidir em grandes sacrifícios, tudo bem.

Mas tem que gastar? Tem que deixar de fazer algo que amo? Tem que ter sacrifício?

“Tô fora”; “Já tem muita gente fazendo”; “É muito difícil”; “Isso é balela, não tem nada a ver”.

É neste rol que incluo o fato de as pessoas comerem carne e nem cogitarem deixar de fazê-lo.

É a favor dos animais, ama os cachorrinhos, chora pelos gatinhos, não pode ver alguém maltratando um bichinho… mas carne é uma delícia!

Sei que é difícil.

Mas algumas reflexões devem ser feitas, especialmente por aqueles que se dizem comprometidos com o meio ambiente e que “adoram” os animais (vivos).

Eu deixei de comer carne há uns 6 anos – com períodos dentro destes em que sucumbi, especialmente viajando, em que a alimentação diferenciada fica mais difícil – mas posso considerar que, dentro deste período, coloquei pra dentro do meu corpo 99,5% menos carne do que colocava anteriormente.

Por que deixei de comer carne?

Porque não concordo com o fato de os animais serem criados para nos alimentar, especialmente como são.

Veja, por exemplo, o documentário A Carne é Fraca, produzido pelo Instituto Nina Rosa (INR), e se assuste.

Aqui coloco apenas o trailer, no link acima pode-se comprar na loja do INR:

E veja também o filme chamado Earthlings (Terráqueos).

Como eu não consegui incorporar, apenas coloquei o link acima. Está com legenda em português.

Ele tem imagens muito fortes, tome cuidado.

Outra coisa: pra quem não sabe, os bois são castrados pra criação com destino aos abatedouros.

E você acha que tem anestesia ou carinho nos bagos deles pra não sentir dor?

Veja este vídeo (cenas também muito fortes):

Por fim, cito alguns números que saíram n’O Globo do dia 3 de setembro de 2011, p.13:

A pecuária é a atividade que mais ocupa áreas desmatadas na Amazônia. O pasto responde por 62% dos 719,2 mil quilômetros quadrados desflorestados na região até 2008. (…) O desmatamento na Amazônia não está associado à agricultura (que responde por 5% do total de floresta derrubada.

A pecuária é uma atividade que só se mostra viável em grandes propriedades, já que exige um investimento significativo na manutenção da pastagem. (…) Apesar da ampla área de pastagem, a concentração de gado é baixa. (…) Em áreas do tamanho de um campo de futebol, há apenas um boi pastando.

Resumindo:

Se você gosta dos animais e se você quer colaborar com o meio ambiente, deixe de comer carne.

Abraços,

Declev Reynier Dib-Ferreira
Não como carne.

Dilma Rousseff diz que o meio ambiente é um problema para o planeta

Wednesday, December 16th, 2009

Pois é… atos falhos não são à toa.

“Costume de casa vai à rua”, já dizia minha vó desde que eu era criança.

Quando o vento levanta a saia é que vemos o que tem por baixo…

Vale a pena ver. Curto e grosso. Como a dona da fala.

VEJA A DILMA FALANDO SUA VERDADE