Plantas medicinais: Dráuzio Varella X Globo Repórter

February 24th, 2012 by declev

Certa vez escrevi aqui sobre minha decepção com dráuzio varella depois da série que ele fez para o fantástico, na globo, detonando o uso das plantas medicinais.

Veja em Um dia fui fã do Dráuzio Varella… não mais.

Hoje vejo, na próprio globo, um Globo Repórter exclusivo a falar bem… dos poderes medicinais das plantas!

Fazendo uma pequena pesquisa procurando o link do programa, descobri um monte de programas sobre o assunto:

Programa desta sexta (24) vai mostrar os benefícios da erva mate, do pau-brasil, da orelha de onça e de outras plantas medicinais (O de hoje, 24/02/12)

Medicina indiana utiliza mais de 500 ervas (27/02/09)

Plantas medicinais ajudam a emagrecer e a curar a depressão (20/05/10)

Remédios que brotam da terra

Ôôôôôpa!!!

Quem tá errado?

Quem tá certo?

Mais ou menos?

Ou não é nada disso que eu estou pensando?

Abraços,

Declev Reynier Dib-Ferreira
A favor do Globo Repórter

Entrevista com Luiz Antonio Ferraro, diretor de EA da SEMA-BA, sobre o VII Fórum Brasileiro de Educação Ambiental

February 23rd, 2012 by declev

A entrevista completa com o Luiz Ferraro, Diretor de Educação Ambiental do SEMA-BA, está disponível no site do VII Fórum.

Separei aqui apenas os trechos em que ele fala sobre o Fórum Brasileiro de Educação Ambiental.

Como sabem, fui o organizador do VI Fórum, ocorrido aqui no Rio de Janeiro em 2009.

Abraços,

Declev Reynier Dib-Ferreira

.

DIRETOR DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL DA SEMA/BA FALA SOBRE O VII FBEA, EM SALVADOR

“Além do evento em si, o Fórum Brasileiro de Educação Ambiental (FBEA) representa uma grande oportunidade de encontrar amigos, conhecer novas pessoas e ouvir gente muito experiente, com a cidade de Salvador num período mais tranquilo”

“Eu estava na VI FBEA, no Rio de Janeiro, quando a Bahia se candidatou para sediar o evento. É o mais importante encontro de Educação Ambiental do Brasil. Não podia supor, naquele momento, que seria um ator na mobilização da SEMA-BA em favor do Fórum, que envolve recursos financeiros, mas vai além deles”, declara, ao elogiar a crescente adesão de outras secretarias e órgãos Estaduais.

“O FBEA é reconhecido pelo porte, e por tudo que traz no campo da Educação Ambiental” avisa o diretor de EA da SEMA-BA. Os participantes – muitos deles vindos de outros estados – terão oportunidade de participar de debates de alto nivel, compartilhar conhecimentos e vivências, tendo acesso a experiencias que servem para varias categorias, inclusive a dos gestores, acentua o diretor de EA.

“Nossa expectativa é que ele seja potencializador das políticas públicas na Bahia, animando ainda mais programas e acordos técnicos que já estão em andamento”, adianta ele, mencionando a Mesa Redonda Políticas Públicas de Educação Ambiental no Brasil, programada para a tarde de 29 de março, sob coordenação da RUPEA, da qual é membro.

Luis Ferraro encerra com um convite para que todos venham ao VII FBEA “Além do evento em si, que se realiza num espaço agradável, e representa uma grande oportunidade de encontrar amigos, conhecer novas pessoas e ouvir gente muito experiente, tem a cidade de Salvador, num período mais tranquilo e de poucas chuvas, propício para o lazer e o turismo”.

.

MAIS SOBRE O VII FBEA 

.

Encontros Paralelos no VII Fórum Brasileiro de Educação Ambiental

February 22nd, 2012 by declev

Está disponível no site do VII Fórum Brasileiro de Educação Ambiental a lista dos ENCONTROS PARALELOS.

São encontros temáticos que ocorrem durante o evento e que reúnem pessoas interessadas nos temas.

Veja abaixo a lista dos Encontros Paralelos e veja AQUI maiores informações sobre como participar:

  1. Encontro de COM-Vidas (Comissões de Meio Ambiente e Qualidade de Vida)
  2. Encontro de Estruturas educadoras, juventude  e  Envelhecimento
  3. Encontro da RUPEA – Rede Universitárias de Programas em Educação Ambiental
  4. Encontro GT Educação Ambiental e Agenda 21 do Fórum Brasileiro de ONGs e Movimentos Sociais (FBOMS)
  5. Encontro de Educação Ambiental nas Unidades de Conservação
  6. Encontro de Povos Indígenas
  7. Encontro da Associação Brasileira para Educação Ambiental em Áreas de Manguezal (EDUMANGUE)
  8. Encontro de Salas Verdes e da Rede Centro de Educação Ambiental (CEAs)
  9. Encontro da Educação Gaia
  10. Encontro das CIEAS (Comissões Interinstitucionais de Educação Ambiental)
  11. Encontro de Educação Ambiental com os Catadores e suas Organizações
  12. Encontro da Rede de Educação Ambiental da Bahia (REABA)
  13. Encontro das Chapadas (Diamantina, Veadeiros, Guimarães)
  14. Encontro da REJUMA/Coletivo Jovem / Coordenação Estadual das Conferências Infanto-Juvenis pelo Meio Ambiente (COEs)
  15. Encontro de Educomunicação
  16. Encontro do Fundo Brasileiro de Educação Ambiental (FUNBEA)
  17. Encontro de Educação Ambiental e a Política Nacional de Recursos Hídricos
  18. Encontro de Coletivos Educadores

Abraços,

Declev Reynier Dib-Ferreira
Rumo ao VII

Código Florestal: pra não esquecer

February 21st, 2012 by declev

Não dá pra definir uma carreira política com um ou dois votos contra ou a favor de determinado assunto.

Mas é sempre bom ter nas mãos os nomes de quem vota a favor do que queremos – ou contra, se for o caso.

No caso da alteração do Código Florestal, deve-se ter em mente, em primeiro lugar, que o neo-ruralista aldo rebelo tanto lutou para modificar o texto original.

Merece ostracismo político.

No site notícias agrícolas, ele dá explicações. Explicações. Tá bom…

E, para deixar registrado, apenas os seguintes senadores votaram contra o texto que altera o Código Florestal:

  • Lindbergh Farias (PT-RJ),
  • Cristovam Buarque (PDT-DF),
  • João Capiberibe (PSB-AP),
  • Randolfe Rodrigues (PSOL-AP),
  • Marinor Brito (PSOL-PA),
  • Paulo Davim (PV-RN),
  • Fernando Collor (PTB-AL) e
  • Roberto Requião (PMDB-PR). (Fonte)

Abraços,

Declev Reynier Dib-Ferreira
Contra

Complexo Hidrelétrico de Tapajós: novas hidrelétricas… até quando precisaremos de mais e mais hidrelétricas?

February 21st, 2012 by declev

Hidrelétricas, mais hidrelétricas, mais e mais hidrelétricas… até quando?

Eu não sou – e não posso ser – absolutamente contra a geração de mais energia. Necessitamos, sabemos disso.

E pelo que li na notícia, acho interessante o projeto, no sentido de se retirar tudo o que será feito durante as obras, ficando apenas as usinas, para que tenha o menor impacto possível.

Mas, diminuir o tamanho das áreas protegidas??

Até quando não tentaremos mudar o modelo de exploração, de consumo?

Até quando, então, precisaremos da Amazônia? Aliás, precisamos da Amazônia??

Depois – ou juntamente – com Belo Monte, temos esta notícia.

E vamos que vamos, nosso Brasil! E vamos que vamos, Progresso!

Abraços,

Declev Reynier Dib-Ferreira
Apagado

MP da hidrelétrica Avatar gera polêmica

Notícia retirada do site Congresso em Foco [Os links eu que coloquei].

Às vésperas da realização da Rio + 20, a primeira medida provisória editada pelo governo neste ano gera discussão na área ambiental. Ela cria cinco hidrelétricas que parecem saídas do filme de James Cameron

O governo brasileiro vai comprar mais uma briga com ecologistas às vésperas da Rio +20, conferência da ONU sobre meio ambiente a ser realizada em junho. Trata-se da entrada em vigor da Medida Provisória 558/2012, que, em resumo, altera limites de unidades de conservação federais na Amazônia para permitir a construção de usinas hidrelétricas.

Como define seu artigo 1º, a medida diminui áreas do Parque Nacional da Amazônia; do Parque Nacional dos Campos Amazônicos; do Parque Nacional Mapinguari; da Floresta Nacional de Itaituba I e II; da Floresta Nacional do Crepori; e da Área de Proteção Ambiental do Tapajós.

A intenção do governo ao editar a MP é a execução do Complexo Hidrelétrico de Tapajós, projeto de geração de energia desenvolvido pela Eletrobras que integra o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

A iniciativa tem enredo de cinema: cinco usinas hidrelétricas fincadas na selva amazônica, sem qualquer acesso que não seja pelo ar (por meio de helicópteros), e operadas por meio de alta tecnologia – inédita em todo o mundo e desenvolvida pelo Brasil. Ao final da empreitada, a estrutura de apoio – alojamentos, canteiros de obra e demais instalações – ao redor das hidrelétricas será removida. Uma vez em funcionamento, as usinas serão conduzidas por funcionários que se revezarão em turnos de trabalho. Helicópteros farão a troca de posto dos operadores – que, como nas plataformas de petróleo, ficarão isolados do resto do mundo em suas jornadas.

Na verdade, o que se deseja com a nova tecnologia é justamente reduzir os riscos ao ambiente. Com a retirada da estrutura ao redor das usinas tão logo elas fiquem prontas, acreditam os técnicos responsáveis pela operação, evitar-se-á a permanência ou a concentração de pessoas no local após as obras. Após a realização de outras obras semelhantes de grande porte, o que se verificou foi a criação de cidades sem qualquer ordenamento urbano, gerando grandes problemas ambientais. Ou seja, as unidades serão como ilhas de tecnologia cercadas de biodiversidade por todos os lados, e nada mais – à semelhança das plataformas de petróleo nos oceanos.

[…]

Leia a notícia completa no site do Congresso em Foco.

Imagens impactantes e importantes sobre o lixo marinho

February 21st, 2012 by declev

Imagens impactantes e importantes sobre o lixo marinho.

Sem muito texto, porque, afinal, não precisa.

Obs.: Fotos retiradas do Facebook, de fontes diversas. Se alguma tiver autor conhecido, favor me contactar para que eu possa dar os devidos créditos.

Abraços,

Declev Reynier Dib-Ferreira

Tirando dúvidas sobre a Rio+20

February 18th, 2012 by declev

Recebi este texto por email e estou repassando-o, pois é de bem fácil leitura e bem explicativo.

Serve para retirar muitas dúvidas sobre como participar da Rio+20.

Espero que ajude.

Abraços,

Declev Reynier Dib-Ferreira

Tirando algumas dúvidas recorrentes em relação aos credenciamentos na Rio+20!

1. Como faço para obter credenciais para a Rio +20?

Há muitas maneiras de contribuir e participar dos eventos relacionados à Rio +20, mas apenas organizações credenciadas junto à ONU poderão participar da Conferência Rio +20 oficial e de qualquer um dos eventos organizados dentro Riocentro.

Todas as organizações credenciadas na ONU podem cadastrar-se online para a Rio +20 até 20 de Maio de 2012. Não serão aceitas inscrições após essa data.

No entanto, muitas organizações não estão credenciadas, mas realizam um trabalho importante na área do desenvolvimento sustentável vão querer (e devem!) comparecer à Rio +20. Seus pontos de vista e experiências são muito importantes e altamente relevantes para a Conferência. Essas organizações têm uma oportunidade única para credenciar-se para a Rio +20, mas devem fazê-lo antes de 20 de fevereiro de 2012. A ONU irá notificá-los sobre a sua aprovação após 20 de Março de 2012.

Uma vez que o credenciamento é concedido, essas organizações recém-credenciadas podem se inscrever online imediatamente (ou até 20 de Maio de 2012). Obviamente, qualquer organização que já tem o credenciamento pode registrar-se online imediatamente.

Lembre-se que a ONU nunca irá cobrar uma taxa em qualquer fase do processo de credenciamento ou de inscrição. A ONU nunca vai pedir informações relativas a contas bancárias. Quaisquer pedidos de pagamento devem ser recusados ​​e denunciados às autoridades policiais locais.

2. Qual é a diferença entre credenciamento e inscrição?

Credenciamento é um processo pelo qual as organizações solicitam o reconhecimento oficial da ONU (temporariamente, uma vez que este processo é apenas valido para a Rio+20). Para fazer isso, elas devem atender a determinados critérios e demonstrar a seriedade do seu trabalho e estrutura organizacional.

Quando falamos de Organizações Credenciadas, estamos falando especificamente sobre as organizações que estão em consulta com o ECOSOC, aquelas na lista CDS, e aquelas que participaram da WSSD em 2002.

A inscrição é o processo de se inscrever para participar da Conferência real. As inscrições para a Rio +20 só estão abertas a organizações credenciadas e devem ser preenchidas online até 20 de Maio de 2012. Não serão aceitas mais inscrições após esta data.

Recebemos a informação que algumas organizações estão tendo dificuldades para fazer seu credenciamento. Segue instruções abaixo.

Para se credenciar, é necessário criar um perfil antes:

A. Visite esta página para criar um novo perfil.

B. Preencha o questionário e pressione “Submit”. Você não precisa preencher todos os campos, apenas os básicos. Uma vez que seu perfil for aprovado (se você fizer hoje a tarde, amanhã já deve estar aprovado) você já pode preencher o questionário de credenciamento.

C. Complete o questionário de credenciamento neste link pressionando o botão “Start Accreditation”.

3. O que é o Major Group de Crianças e Jovens?

Major Group” é um termo empregado para nove setores da sociedade que são os agentes econômicos, sociais e científicos do desenvolvimento sustentável, não os governos e diferente das Nações Unidas e suas agências especializadas, fundos e programas.

Os Major Groups foram definidos pela Agenda 21, um dos documentos resultantes da primeira conferência no Rio em 1992 (Cúpula da Terra), que consiste em um plano global de ação para a implementação de sociedades sustentáveis. Na verdade, a Rio +20 tem tudo a ver com a revisão da Agenda 21 para ver como ela pode ser implementada da melhor e mais rápida maneira possível.

Em 1992, crianças e jovens foram identificados como um dos nove grandes grupos. E assim, sempre que os governos se reúnem para discutir a Agenda 21 ou qualquer de seus processos relacionados, como o desenvolvimento sustentável, representantes da Infância e da Juventude devem estar sentados na mesa também.

Portanto, quem representa as crianças e os jovens perante os governos?

Qualquer pessoa pode fazer isso! O processo está aberto para a participação, incremento e crítica de todos. Várias organizações doam seu tempo para ajudar os jovens a organizarem seu trabalho e coordenarem seus esforços. Elas são chamadas de organizadores parceiros e são responsáveis ​​por ajudar as organizações de jovens e lideradas por jovens a expressarem seu ponto de vista.

Algumas pessoas pensam que os Major Groups são a mesma coisa que a sociedade civil, mas não isso não é verdade. É muito mais amplo do que a sociedade civil, porque ele inclui o setor privado (ou seja, Negócios e Indústria), autoridades sub-nacionais, como prefeitos e outros líderes municipais ou regionais, e outros, como pesquisadores e cientistas.

O conceito de Major Groups permite que todas essas pessoas diferentes se sentem lado a lado com governos em reuniões oficiais da ONU para debater o desenvolvimento sustentável quase no mesmo nível. Claro, os Major Groups não necessariamente têm todos os direitos e poderes dos governos durante essas conversas, mas o nível de visibilidade que desfrutam dentro dessas reuniões e conferências ajuda a manter as questões prioritárias de sustentabilidade na agenda dos líderes mundiais e no centro de suas atenções, onde elas pertencem.

Elas podem ser questões que são importantes para você ou sua comunidade. Assim sendo, fazer parte de um Major Group dá a chance de expor suas ideias no mais alto nível.

Para se engajar nos processos do Major Group de Jovens e Crianças, basta se inscrever na lista de e-mails  ou entrar no site.

E em alguns dias estaremos circulando um Guia de Participação para Jovens na Rio+20 (traduzido para o Português graças a ajuda de muitos voluntários.)

4. O que são eventos paralelos?

Um evento paralelo é uma mini-reunião que acontece nas margens (em paralelo) de uma grande reunião ou conferência. Organizar tais reuniões é uma prática muito comum, pois permite que várias pessoas diferentes possam expressar seus pontos de vista e opiniões sobre o desenvolvimento sustentável, e muitas vezes de uma forma diferente dos procedimentos oficiais da sala de conferências principal. Alguns eventos paralelos podem, de fato, ser muito grandes, especialmente se são chamadas pessoas famosas para falar ou se as apresentações são particularmente interessantes.

Há um conjunto de ferramentas on-line explicando como organizar eventos paralelos que foram desenvolvidas por outros jovens organizadores. Que pode ser baixado aqui. Capturam as experiências deles e incluem dicas sobre como fazer o seu evento paralelo um sucesso.

5. Qual é a diferença entre “on-site” e “off-site”?

Na Rio +20, haverá dois tipos principais de eventos paralelos: alguns que ocorrerão dentro do local da Conferência oficial (chamados eventos “on-site”), e a maioria que ocorrerá em áreas ao redor do local oficial (chamados eventos “off-site”) .

Qual é a diferença?

Apenas os delegados oficialmente credenciados e inscritos podem participar dos eventos “on-site”, porque precisarão ter uma credencial oficial concedida pela ONU para a Conferência. Os eventos “off-site” não terão quaisquer restrições, porque eles estarão localizados fora do local da Conferência oficial.

Em primeiro lugar, você deve pensar quem você quer que compareça ao seu evento paralelo para depois determinar se ele deve ser organizado dentro da área oficial ou fora. Excelentes recursos estarão disponíveis para ambos os tipos de eventos paralelos.

Os eventos “on-site” (realizados dentro do local da Conferência oficial) devem ser organizados com a ONU, e as orientações estão disponíveis online.

Os eventos “off-site” (realizados em algum lugar fora da área oficial) devem ser organizados com o Governo do Brasil. Orientações estarão disponíveis em breve, mas encorajamos que compartilhe sua ideia para um evento “off-site” com as autoridades brasileiras o mais rápido possível para ajudá-los a planejar a logística desses eventos. Escreva sua ideia de evento “off-site” e envie para este email.

Relatório de Atividades da Rede CLIMA

February 16th, 2012 by declev

A Rede Brasileira de Pesquisas sobre Mudanças Climáticas Globais – Rede CLIMA apoia as atividades de Pesquisa e Desenvolvimento do Plano Nacional de Mudanças Climáticas criado pelo governo federal.

“Enseja o estabelecimento e a consolidação da comunidade científica e tecnológica preparada para atender plenamente às necessidades nacionais de conhecimento, incluindo a produção de informações para formulação e acompanhamento das políticas públicas sobre mudanças climáticas e para apoio à diplomacia brasileira nas negociações sobre o regime internacional de mudanças climáticas.”

O 2º Relatório de Atividades da Rede Brasileira de Pesquisas sobre Mudanças Climáticas Globais – Rede CLIMA reúne os objetivos e a organização do Programa, apresenta os destaques científicos do seu último ano, descreve sucintamente as suas dez subredes temáticas de pesquisa, e apresenta três novas sub-redes: Oceanos, Serviços Ambientais dos Ecossistemas e Desastres Naturais.

Veja aqui o Relatório de Atividades da Rede CLIMA.

Abraços,

Declev Reynier Dib-Ferreira

Rio+20: “Chamada aos Governos” e “Carta das Responsabilidades Universais”

February 16th, 2012 by declev

A Conferência Rio+20 está para acontecer este ano no Rio de Janeiro.

Diversas associações, instituições, organizações da sociedade civil estão se mobilizando para tentar fazer com que o evento seja produtivo e significativo para o futuro do meio ambiente de nosso planeta.

O Fórum Internacional Ética e Responsabilidade organizou uma Chamada aos Governos para a elaboração de uma Carta das Responsabilidades Universais.

Veja a notícia no Portal da Rio+20.

Abaixo insiro o email recebido e os documentos em anexo.

Abraços,

Declev Reynier Dib-Ferreira

CHAMADA AOS GOVERNOS

O seguinte CHAMADO AOS GOVERNOS lançado pelos membros do Fórum Internacional Ética & Responsabilidade pede aos Governos presentes na conferência Rio+20 para tomarem a decisão histórica e corajosa de emprender um processo até a criação de una Carta de Responsabilidades Universais como complemento à Declaração Universal dos Direitos Humanos.

Os povos do mundo todo esperam que os governos respondam às crises atuais, superando seus interesses nacionais, com a criação de un texto internacional de referência relativo à obrigação de assumir as responsabilidades, de avaliar os impactos das decisões de grande envergadura e de prestar contas pelas consequências das ações.

Convidamos individuos, organizações e redes a também assinarem este CHAMADO para multiplicar e fortalecer a voz dos povos do mundo.

Para assinar o documento favor contatar Edith Sizoo

No Brasil, por gentileza enviar com cópia para Isis de Palma

Documentos:

Chamada aos Governos – RIO+ 20 

CARTA 2 das RESPONSABILIDADES UNIVERSAIS

VII Fórum Brasileiro de Educação Ambiental

February 15th, 2012 by declev

Fui o coordenador do VI Fórum Brasileiro de Educação Ambiental, que realizamos aqui no Rio de Janeiro em 2009.

Veja aqui informações sobre o VI Fórum:

Agora, o VII Fórum Brasileiro de Educação Ambiental ocorrerá este ano em Salvador, Bahia.

Veja abaixo notícias frescas sobre o evento e links úteis.

Postarei, de vez em quando, novas informações sobre o encontro.

E aconselho a todos que se interessam pelo tema a participar, pois é muita gente boa reunida.

Abraços,

Declev Reynier Dib-Ferreira
Educador Ambiental

 

VII Fórum

SOBRE O VII FBEA

Realizado pela Rede Brasileira de Educação Ambiental – REBEA (formada pela articulação de 45 redes e coletivos de educação ambiental no país), com a Rede Baiana de Educação Ambiental – REABA, e Instituto Roerich de Paz e Cultura do Brasil, o VII FBEA já conquistou o apoio institucional de três Ministérios – da Educação, do Meio Ambiente e do Desenvolvimento Agrário -, além de órgãos estaduais – Secretarias Estaduais do Meio Ambiente, da Educação e do Planejamento -, da Itaipu Binacional, do CNPq e do SESC-BA.

O VII Fórum Brasileiro de Educação Ambiental (VII FBEA) tem um espaço virtual, onde dá para buscar mais informações (inclusive de hospedagem mais barata) e fazer inscrições.

Sites importantes:

VII FÓRUM BRASILEIRO DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL

RUMO À RIO+20 E ÀS SOCIEDADES SUSTENTÁVEIS

28 a 31 de março de 2012

Centro de Convenções da Bahia

Salvador – Bahia

Divulgação de evento: VI Encontro Nacional da ANPPAS

February 13th, 2012 by declev

DSC_0253

.

Este evento ocorrerá de 18 a 21 de setembro de 2012 em Belém, Pará.

O prazo para envio de resumos tinha acabado, a data limite mas foi estendida para 28 de fevereiro de 2012.

Ou seja, ainda dá tempo.

Ver mais detalhes no site do encontro.

Abraços,

Declev Reynier Dib-Ferreira

.

Chamada para envio de resumos para o IV ENANPPAS.

O ENANPPAS é um evento organizado pela ANPPAS (Associação Nacional de Pós- Graduação e Pesquisa em Ambiente e Sociedade) a cada dois anos e que reúne a comunidade interessada em estudos e pesquisas em Ambiente e Sociedade.

Os encontros nacionais da ANPPAS são fóruns importantes de discussão e de comunicação entre os pesquisadores, profissionais e estudantes que integram nossa comunidade.

Datas importantes

28/02/2012 - Prazo para submissão online de resumos expandidos para os GTs

05/03/2012 - Divulgação no site das propostas aprovadas de resumos expandidos

22/06/2012 - Prazo para submissão de trabalhos completos para os GTs

 

Grupos Temáticos

 

GT01 – Turismo, Ambiente e Sociedade

GT02 – Espaços socioambientais, mediação e conflitos rurais

GT03 – Políticas públicas e meio ambiente

GT04 – Mudanças ambientais e agravos à saúde humana

GT05 – Alternativas comunitárias de conservação da bio e sociodiversidade

GT06 – Sociedade, Ambiente e Educação

GT07 – Sociedade, Mercado e Sustentabilidade

GT08 – Mídia e Ambiente

GT09 – Água: território, democracia e governança

GT10 – Teoria Social e Meio Ambiente: avanços e desafios

GT11 – Mudança climática e as cidades

GT12 – Sistema de uso comum de Recursos Naturais: dinâmica social e política

GT13 – Meio Ambiente e Consumo

GT14 – Desenvolvimento, Meio Ambiente e População

GT15 – Relações Internacionais e Meio Ambiente

GT16 – Direito Ambiental e Ordenamento Territorial

GT17 – Energia e Meio Ambiente

GT18 – Territórios e Usos da Terra na Amazônia

Divulgação de novo projeto/movimento – Centro para o Consumo Crítico e Consciente – C.3C’s

February 11th, 2012 by declev

01 10 07 009

Recebi a mensagem abaixo por email e ajudo a divulgar, por achar a proposta interessante.

É uma iniciativa portuguesa, mas que convém a qualquer país, especialmente o Brasil, com esta explosão de “desenvolvimento” que aqui assola.

Abraços,

Declev Reynier Dib-Ferreira

.

C. 3C´s – Centro para o Consumo Crítico e Consciente – Contexto

A nossa sociedade passou-se a designar de “sociedade de consumo”. O consumismo é um fenómeno relativamente moderno e já quase não conseguimos idealizar uma sociedade sem ele. Na verdade, aquilo que nos parece uma “fatalidade” e fenómeno intrínseco ao nosso estilo de vida, possui tremendas repercussões e impactos profundamente negativos:

Ao nível ecológico a exploração desenfreada de recursos naturais, tendo em vista manter a dinâmica do próprio sistema, tem vindo a reflectir-se numa destruição generalizada dos ecossistemas naturais que suportam a vida terrestre. A tremenda carga poluente inerente a praticamente todo o ciclo produtivo possui também ela consequências terríveis para a Natureza. A juntar a isso há ainda toda a imensidão de detritos e resíduos produzidos. Em função de todos estes factores, vários ecossistemas ecológicos encontram-se, em larga medida, em fase de destruição ou destruídos, extremamente poluídos e contaminados, ou num considerável estado de degradação.

A nível social em muitos aspectos a realidade não é muito melhor. O grosso das empresas, sobretudo multinacionais, transferiram a sua estrutura produtiva para países onde, muito basicamente, podem produzir de forma muito mais barata mas, de uma forma geral, ambientalmente de forma muito mais irresponsável e onde os trabalhadores enfrentam condições laborais normalmente precárias ou muito precárias. O desemprego nos outrora países produtores e a degradação da importância do “trabalho” tem-se vindo a reflectir numa espiral de marginalização e exclusão social.

A nível económico o actual sistema, a forma como contribuímos e participamos nele quando “consumimos”, provém quase por completo somente aos interesses de um conjunto muito restrito de indivíduos que detêm a generalidade das entidades corporativas que controlam áreas cada vez maiores das várias actividades produtivas a nível mundial, com consequente poder de pressão, controlo e influência sobre as diversas estâncias democráticas (que gradualmente o têm vindo a ser cada vez menos).

C. 3C´s – Centro para o Consumo Crítico e Consciente

O C. 3C´s – Centro para o Consumo Crítico e Consciente é uma iniciativa que pretende funcionar de forma activa e informal no sentido de aumentar a capacidade crítica dos indivíduos/cidadãos enquanto consumidores (e cidadãos) informados e activos. Sendo que o seu papel de consumidores se encontra também intimamente ligado a uma função que urge cada vez mais incentivar que é a de auto-produção e consumo cooperativo. No fundo o objectivo primordial é o de encontrarmos e criarmos formas de depender menos de práticas e entidades produtivas que contribuem para a lógica de um sistema mercantilista e desumano. De encontrarmos e criarmos formas e modelos de consumo mais sustentáveis, éticos e humanos.

O. 3C´s – Oficinas de Consumo Crítico e Consciente

O C. 3C´s – Centro para o Consumo Crítico e Consciente surge no contexto das O. 3C´s – Oficinas de Consumo Crítico e Consciente e da necessidade de aprofundar/potenciar de forma mais sistematizada o trabalho de sensibilização e intervenção sobre o processo de consumo desenvolvido nas O3C´s.

C. 3C´s – Centro para o Consumo Crítico e Consciente em Acção

Estando ainda tanto daquilo que são os propósitos do C.3C´s em aberto (como de uma forma geral idealmente deverão sempre permanecer) não é muito fácil estabelecer objectivos precisos. De qualquer das formas a sua acção passa essencialmente pela recolha, produção e partilha de informação relativamente a formas e escolhas capazes de determinar positivamente o ciclo de produção – consumo, nomeadamente através de escolhas susceptíveis de diminuir significativamente a pegada ecológica e apoiar projectos e negócios que tenham um carácter essencialmente de pequena escala, ético, familiar. Assim como o mais ecologicamente e eticamente responsáveis.

C. 3C´s – Centro para o Consumo Crítico e Consciente, como participar

Também neste capítulo ainda é imenso tudo aquilo que está por definir de forma mais concreta. De qualquer das formas sendo a informação um dos principais vectores a recolha, compilação e partilha de informação é de facto um dos eixos principais de actuação pelo que todas as contribuições nesse sentido, quer como agente activo de recolha de informação quer como agente activo na divulgação e disseminação da mesma, são contributos da maior importância.

Depois todas as acções, campanhas e actividades do centro irão depender directamente do dinamismo e participação de tod@s activist@s interessados em envolver-se, pelo que irão sendo definidos formas e maiores necessidades em termos de participação em cada momento. No entanto, sendo os meios de pequena escala os veículos privilegiados de comunicação, está em perspectiva a criação de um “sítio na Internet e/ou blog” e de um boletim informativo. Todos os contributos (gráficos, design, informáticos) são por inerência extremamente bem vindos e necessários.

C. 3C´s – Centro para o Consumo Crítico e Consciente, meios

Uma das principais prioridades em termos comunicacionais foi a criação de uma lista de correio electrónico onde se poderão inscrever todos os interessad@s em receber e partilhar as informações.

O endereço dessa lista é ESTE

O endereço de correio electrónico é ESTE

C. 3C´s – Centro para o Consumo Crítico e Consciente, visões

Algumas das iniciativas em perspectiva poderão passar pela dinamização de grupos vocacionados para a auto-produção; criação de grupos informais de eco-socio-consumidores que se poderão vir a constituir, ou não, no formato de cooperativa; organização de campanhas de sensibilização específicas. Etc.

C. 3C´s – Contactos

Pedro Jorge Pereira (coordenação)

Endereço electrónico

Encontro Regional para a Regulamentação da Política Estadual de Educação Ambiental de São Paulo

February 10th, 2012 by declev

Jardim Botânico RJ - Declev ReynierEste convite está circulando nas listas de discussão.

Uma Política de Educação Ambiental é um dos passos importantes para a consolidação da educação ambiental em uma determinada região, especialmente nas esferas públicas.

Apesar de ser apenas um passo – não é uma Polícia aprovada que irá implantar a EA de fato – é uma passo importante.

Aqueles que tiverem boa vontade terão onde se apoiar para desenvolver ações.

Então, quem tiver a oportunidade de participar e ajudar na construção, eu recomendo.

Abraços,

Declev Reynier Dib-Ferreira

UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS – UNICAMP
PRÓ-REITORIA DE EXTENSÃO E ASSUNTOS COMUNITÁRIOS
COORDENADORIA DE ASSUNTOS COMUNITÁRIOS

Campinas, 03 de fevereiro de 2012.

Caros Colegas das Educações Ambientais,

Estamos convidando a todos para uma reunião que faz parte do Calendário dos Encontros Regionais da Consulta Pública referente à Regulamentação da Lei 12.780, de 30 de setembro de 2007, que instituiu Política Estadual de Educação Ambiental (PEEA) no nosso estado de São Paulo.

Este processo está sendo realizado como uma parceria entre a Rede Paulista de Educação Ambiental – REPEA, por meio de seus diversos elos, Universidades, iniciativa privada e a Secretaria de Meio Ambiente – SMA, por meio da Coordenadoria de Educação Ambiental – CEA.

Esta Consulta Pública tem como objetivo subsidiar a Regulamentação da referida Lei, momento no qual esperamos realizar novas conquistas para a Educação Ambiental no estado de São Paulo.

Vários temas podem ser discutidos nestes Encontros e, em especial, sugerimos os seguintes:

  • - a criação da Comissão Interinstituicional de Educação Ambiental (CIEA-SP);
  • - a definição de recursos financeiros para a execução da Lei;
  • - a definição de competências entre as áreas da Educação e Meio Ambiente;
  • - as definições da Educação Ambiental no âmbito não-formal e, finalmente,
  • - o papel do Ensino Superior na ambientalização da formação universitária.

Para subsidiar o debate sugerimos a leitura da Minuta da proposta de regulamentação disponibilizada no link a seguir: Download da Minuta, além da própria Lei que instituiu a PEEA (Lei 12.780/07).

A Coordenadoria de Assuntos Comunitários da Pró-Reitoria de Extensão e Assuntos Comunitários da Unicamp estará promovendo a Oficina a ser realizada no dia 14 de fevereiro de 2012, das 9h às 13h, no CIS-Guanabara, Rua Mário Siqueira, 829 – Botafogo – Campinas-SP, tel.: 3233-7801 (rua atrás da UNIMED).

As inscrições são gratuitas e devem ser realizadas até às 14 horas do dia 13/02/2012 enviando um mail neste endereço, informando seu nome, instituição (se for o caso) e um e-mail de contato.

Estas informações encontram-se no site da PREAC/UNICAMP.

Sandro Tonso e Celso Ribeiro de Almeida (CAC/PREAC/UNICAMP)

Carta dos Extrativistas e Agroextrativistas

February 10th, 2012 by declev

Árvore no Jardim Botânico - Declev Reynier

.

Recebi este manifesto por email e aqui coloco com a intenção de ajudar a sua divulgação.

Como todas as cartas e manifestos, a responsabilidade de seu conteúdo é de seus assinantes.

Abraços,

Declev Reynier Dib-Ferreira

.

CARTA DOS EXTRATIVISTAS E AGROEXTRATIVISTAS

Goiânia, 03 de fevereiro de 2012.

À Sociedade Brasileira

Nós ‐ extrativistas, agroextrativistas, agricultores familiares, assentados, mulheres quebradeiras de coco babaçu, vazanteiros, ribeirinhos, geraizeiros, retireiros e pescadores dos estados de Goiás, Minas Gerais, Bahia, Mato Grosso, Tocantins, Maranhão e Piauí, reunidos na cidade de Goiânia nos dias 1 e 2 de fevereiro de 2012, após avaliação e análise criteriosa do que vem ocorrendo nos cerrados brasileiros, vimos a público informar e exigir providências imediatas diante da grave situação que se encontra esse bioma e seus povos.

Para isso destacamos:

Até hoje, tanto o Executivo como o Legislativo sequer se dignaram a votar o pleito antigo dos Povos dos Cerrado de considerar nosso bioma como Patrimônio Nacional como são reconhecidos a Amazônia, o Pantanal e a Mata Atlântica. Por quê? Por quê?

Ignora‐se que esse bioma detém mais de um terço da diversidade biológica do país?

Ignora‐se que é no Cerrado que se formam os rios que conformam as grandes bacias hidrográficas brasileiras como a do São Francisco, a do Doce, a do Jequitinhonha, a do Jaguaribe, a do Parnaíba, a do Araguaia/Tocantins, do Xingu, do Tapajós e Madeira (da bacia amazônica), além dos formadores da bacia do Paraguai e do Paraná/bacia do Prata?

Ignora‐se que estão relacionadas ao Cerrado as duas maiores áreas alagadas continentais do planeta, ou seja, o Pantanal e o Araguaia?

Ignora‐se, como disse Guimarães Rosa, que o Cerrado é uma caixa d’água?

O que mais se precisa para reconhecer esse rico bioma como patrimônio nacional? Por que não? Por que não?

Ignora‐se que esse bioma é o único bioma que tem vizinhança com todos os outros biomas brasileiros (com a Amazônia, com a Caatinga, com a Mata Atlântica, com a Mata de Araucária)?

Ignora‐se que somente essas áreas de contato correspondem a 14% do território brasileiro que somados aos 22% do bioma Cerrado correspondem a 36% do nosso território?

Ignora‐se que esses 14% do território de contato com o bioma Cerrado a outros biomas são áreas de enorme complexidade e ainda maior diversidade biológica?

Ignora‐se que nessas áreas, particularmente, o conhecimento em detalhe, o conhecimento local, é de enorme valia e que o Brasil detém um acervo enorme desse conhecimento com suas populações camponesas, indígenas e quilombolas que, assim, se mostram importantes para a sociedade brasileira, para a humanidade e para o planeta?

Não se pode ignorar tudo isso que clama por reconhecimento. Exigimos tanto do Executivo quanto do Legislativo que reconheçam o Cerrado, enfim como Patrimônio Nacional. Mesmo assim cabe a sociedade brasileira e a humanidade indagar porque o Cerrado continua sendo esquecido.

De nossa parte, como populações extrativistas e agroextrativistas do Cerrado temos envidados nossos melhores esforços para que tenhamos uma política socioambiental, justa, democrática e responsável.

Aprendemos com nossos irmãos amazônicos, sobretudo com os seringueiros e seu líder Chico Mendes que não há defesa de nenhum bioma sem seus povos. É de Chico Mendes a máxima, “não há defesa da floresta, sem os povos da floresta”. Daí dizermos em alto e bom tom: Não há defesa do Cerrado sem os povos do Cerrado.

O conhecimento de nossos povos e etnias desenvolvido com o Cerrado é essencial para sua preservação. Com todo o respeito que nutrimos pelo saber científico sabemos que o conhecimento e a sabedoria desenvolvidos há milênios e séculos pelos camponeses e indígenas é um acervo fundamental que colocamos a disposição para um diálogo com qualquer outro saber. Daí a convicção que temos da importância de nosso conhecimento, reconhecido por vários cientistas e pesquisadores do Brasil e do exterior, surgiu a idéia de lutarmos por Reservas Extrativistas no Cerrado. Desde o início dos anos 1990 que vimos nessa luta, sabemos que a política socioambiental não pode se restringir à punição e à

fiscalização. Ela tem que ser propositiva e ser positiva. Para isso propomos as Reservas Extrativistas onde nosso conhecimento tradicionalmente desenvolvido pode contribuir para a preservação e conservação do Cerrado garantindo uma vida digna para seus povos.

Todavia como andamos?

No balanço que fizemos nesses dois dias de trabalho intenso constatamos que nas 30 Resex’s, tanto nas já decretadas como nas que estão em processo de reconhecimento e regularização, a situação das comunidades foi sensivelmente deteriorada pelo completo descaso das autoridades, sobretudo em resolver o problema fundiário, esse nó estrutural que impede até hoje que a sociedade brasileira seja mais justa e feliz.

O fato dessas áreas terem sido decretadas ou estarem em processo de decretação sem que o problema fundiário tenha sido resolvido, tem feito com que os fazendeiros que deveriam ser indenizados pelo poder público, passem a impedir que a população local tenha acesso para a coletar o baru, o pequi, a fava d’anta, o babaçu e mais de uma centenas de outros produtos com que temos sobrevivido e oferecido à sociedade alimentos, remédios e bebidas.

Desde que o ICMBIO foi criado em 2007 nenhuma Resex foi criada no Cerrado. Olhado da perspectiva dos Povos do Cerrado o ICMBIO não faz jus ao nome de um dos nossos companheiros que morreu por sua justa luta, para afirmar um paradigma, onde a defesa da natureza não se faça contra os povos mas, ao contrário, se faça através deles. Em função dessa omissão das autoridades cuja responsabilidade pública as obriga a zelar pelo patrimônio natural, uma das entidades de nossa articulação entrou com uma ação pública civil junto ao Ministério Público.

Todavia, passado 1 ano sequer nossa ação mereceu qualquer resposta por parte do Ministério Público, apesar de ser uma denúncia de prevaricação de um órgão público. A julgar pelos dados oficiais que nos informa que no último ano foram desmatados somente no Cerrado 646 mil hectares, o que perfaz um total de 1.772,33 hectares por dia, podemos dizer que a cada dia que o Ministério Público deixa de se pronunciar e, assim, de julgar o crime de prevaricação, deixa de evitar que mais de mil e setecentos hectares sejam desmatados diariamente.

A palavra está com o Ministério Público enquanto a nossa realidade espera com devastação e insegurança. Tudo isso alimenta um lamentável clima de impunidade. Ignora‐se que muitos remédios que curam o glaucoma, a hipertensão arterial depende de frutos colhidos por nós, como é o caso faveira/fava d’anta de onde se extrai mais de 90% da rutina, substância química para esses remédios. Ignora‐se, e por ignorância alimenta‐se o preconceito, que essas populações podem viver dignamente dessas atividades, como provamos que numa área com 4 arvores adultas de baru se obtém mais renda do que em um hectare plantado com soja.

Enfim, precisamos ter uma política que dialogue com nossa cultura, com nossos povos para que se tenha um viver bem com justiça social e responsabilidade ecológica. Mas para isso é preciso que as autoridades viabilizem as Resex’s no Cerrado. Toda nossa mobilização encontra a desculpa pouco crível da falta de recursos. Bem sabemos que se há falta recurso é preciso estabelecer prioridades. Isso é fundamental na política.

Desse modo, a falta de recursos acaba sendo a confissão pública de que as Resex’s no Cerrado não são prioridade. Mas sabemos que o argumento da falta de recurso é um argumento em si mesmo falso. Afinal, o governo tem anunciado publicamente sua eficiência no recolhimento dos impostos que a cada ano engorda mais a receita federal. O nosso governo tem anunciado ainda os sucessivos saldos, nas contas externas, como prova de seu êxito. Se tanto êxito há na entrada de divisas no país e no recolhimento de impostos da receita federal como se sustenta o argumento de que não há recursos?

Mais grave ainda, é o fato de que aqueles que como nós, vimos lutando por essas reservas extrativistas estamos expostos à truculência não só dos fazendeiros que nos impedem o acesso das áreas onde tradicionalmente colhemos, como também da expansão do latifúndio da monocultura de exportação de soja, da monocultura de algodão, da monocultura de eucalipto, da monocultura de pinus, da monocultura de girassol, da invasão de madeireiros, da expansão de carvoarias para fazer carvão para ferro gusa e exportar minério puro para mineradoras que vem crescendo sobre nossas áreas da pressão para a construção de barragens que, via de regra, servem de base para a exploração mineral para exportação. Todos esses setores foram nominalmente citados na avaliação criteriosa das ameaças de cada uma das Resex’s criadas e em processo de criação nos cerrados.

A truculência dos que ameaçam se concretiza na ameaça de morte aos nossos companheiros e companheiras que se vêem obrigados, tal e como na época da ditadura, a viverem escondidos longe de suas famílias. Exigimos das autoridades todas as providências para a garantia das vidas de Osmar Alves de Souza do município de São Domingos/GO; de Francisca Lustosa do município de Tanque/PI, Maria Lucia de Oliveira Agostinho, município de Rio Pardo de Minas/MG; Neurivan Pereira de Farias, município de ormoso/MG, Wedson Batista Campos, município de Aruanã/GO; Adalberto Gomes dos Santos do município de Lassance/MG; Welington Lins dos Santos, município de Buritizeiro/MG; Elaine Santos Silva, município Davinópolis/MA; José da Silva, município de Montezuma/MG.

Responsabilizamos antecipadamente as autoridades pelo que vier acontecer com a vida desses companheiros e dessas companheiras, cujo único crime tem sido o de lutar pela dignidade de suas famílias através da Resex’s. Não queremos que o nome desses companheiros e companheiras venha a se somar ao de Chico Mendes, ao de Dorothy Stang e aos quase 2000 assassinados no campo brasileiro desde 1985, conforme vem acompanhando a Comissão Pastoral da Terra. Temos todas as condições com as Resex’s de oferecer condições de vida digna, com justiça e equidade social com a defesa do Cerrado.

Não queremos que nossas famílias venham engordar os dados estatísticos dos que dependem da bolsa família, ou outras bolsas para viver.

Respeitamos essa política, até porque a temos como uma conquista do povo brasileiro, mas não vemos como bons olhos o aumento do número dos que vivem dela. A Resex é uma maneira mais sustentável de garantir a sobrevivência digna, como é a reforma agrária. Chico Mendes, dizia que a “Resex era reforma agrária dos seringueiros”. E nós afirmamos que a Resex é a forma de ampliar o significado da reforma agrária ao lhe dar sentido ecológico e cultural.

Este ano o Brasil estará recebendo não só governantes de todo o mundo como diversas populações de todo o planeta na Rio+20. Assim como nós, vários grupos sociais da África, da Ásia e na América Latina que vem sofrendo com avanço sobre suas terras de um agronegócio devastador e uma mineração voraz de minérios e água estarão também aqui presentes.

Esperamos que as autoridades brasileiras estejam a altura de suas responsabilidades de estarem à frente do maior país tropical do mundo e onde se encontram as maiores reservas de água do planeta. Que honre esse fato de ser a tropicalidade caracterizada pela enorme diversidade biológica e que ainda honre por zelar pelo enorme acervo de conhecimentos que está entre as quebradeiras de coco de babaçu, os vazanteiros, os retireiros, os caatingueiros, os pescadores, os geraizeiros para ficarmos com alguns grupos sociais dessa enorme sociodiversidade do Cerrado.

A diversidade biológica e a sociodiversidade, para nós indissociáveis, não podem continuar sendo retórica nos documentos oficiais, sem que haja o rebatimento no orçamento para garantia de solução da questão fundiária. De nada adianta falar de rica biodiversidade se não se garante no orçamento dinheiro para compra de terras.

Sabemos que nossas caras não são as caras que freqüentam as páginas nobres das principais revistas e jornais do país ‐ somos em nossa maior parte mestiços, mulatos, cafuzos, negros, índios, brancos pobres muitas vezes com a cara suja de carvão.

Sabemos que o Cerrado tem sido oferecido aos grandes latifúndios do agronegócio, que não só produzem muitas toneladas de grãos, de pasta de celulose, de carnes para exportação como também produzem muita poluição e muito desperdício das águas, produzem muita erosão, produzem monocultura onde há muita diversidade de plantas e animais e ainda produzem muito/as trabalhadore/as rurais sem terras com a concentração de terras e concentram poder econômico e político e, assim, contribuem para por em risco a democracia.

Basta ver o poder que tem as empresas de mineração e dos agronegociantes para fazerem propaganda, financiarem noticiários nas rádios, jornais e TV’s onde, via de regra, somos criminalizados e vistos como aqueles que querem impedir o progresso, como se só houvesse uma maneira de progredir, e como se fôssemos o lado errado.

No entanto, estamos aqui cônscios de que temos muito a dar ao Brasil, à humanidade e ao planeta. Nossa luta não será em vão e, por isso, dizemos com o poeta:

“Nem tudo que é torto é errado,
veja as pernas do Garrincha
e as árvores do Cerrado”.
Nicolas Behr

Viva o Cerrado!

Viva os Povos do Cerrado!

O Cerrado não vive por si só!

Que a Rio+20 seja a confluência dos diversos rios de resistência pela cultura e pela natureza!

Assinam:

‐ Rede de Comercialização Solidária de Agricultores Familiares e Extrativistas do Cerrado

‐ Resex Mata Grande, Davinopólis/MA

‐ Resex Lago do Cedro, Aruanã/GO

‐ Resex Recanto das Araras de Terra Ronca, São Domingos/GO

‐ Resex Chapada Limpa, Chapadinha/MA

‐ Resex Chapada Grande, Tanque/PI

‐ Resex Galiota e Córrego das Pedras, Damianopólis/GO

‐ Resex Contagem dos Buritis, São Domingos/GO

‐ Resex Rio da Prata, Posse/GO

‐ Resex Tamanduá/Poções, Riacho dos Machados/MG

‐ Resex Sempre Viva, Lassance/MG

‐ Resex Serra do Múquem, Corinto/MG

‐ Resex Barra do Pacuí, Ibiaí/MG

‐ Resex Três Riachos, Santa Fé de Minas/MG

‐ Resex Brejos da Barra, Barra/BA

‐ Resex Serra do Alemão, Buritizeiro/MG

‐ Resex Curumataí, Buenopólis/MG

‐ Resex Retireiros do Médio Araguaia, Luciara/MT

‐ Resex Areião e Vale do Guará, Rio Pardo de Minas/MG

‐ Cooperativa Mista de Agricultores Familiares, Extrativistas, Pescadores, Vazanteiros e Guias

Turísticos do Cerrado ‐ COOPCERRADO

‐ Cooperativa Grande Sertão

‐ Cooperativa de Agricultores Familiares Agroextrativistas de Água Boa II

‐ Associação dos Moradores agricultores familiares de Córrego Verde

‐ Associação dos Retireiros do Médio Araguaia

‐ Associação dos trabalhadores da reserva extrativista Mata Grande/MA

‐ Movimento das Quebradeiras de Coco Babaçu

‐ Associação dos agricultores familiares trabalhando junto

‐ Colônia de Pescadores de Aruanã/GO

‐ Sindicato de Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais Riacho dos Machados/MG

‐ Sindicato de Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais Lassance/MG

‐ Sindicato de Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais Buritizeiro/MG

‐ Sindicato de Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais Jequitaí/MG

‐ Sindicato de Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais Santa Fé de Minas/MG

‐ Sindicato de Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais Ibiaí/MG

‐ Sindicato de Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais Montezuma/MG

‐ Sindicato de Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais Davinopólis/MA

‐ Sindicato de Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais Tanque/PI

‐ Coordenação do Pólo Sindical do Pólo de Oeiras/PI

‐ Centro de Desenvolvimento Agroecológico do Cerrado‐CEDAC

‐ Centro de Agricultura Alternativa do Norte de Minas Gerais ‐ CAA

‐ Projeto Chico Fulô

‐ Universidade Federal Fluminense

‐ Federação dos Trabalhadores Rurais de Minas Gerais‐ FETAEMG

Se você come carne e encarna dos vegetarianos, não leia

October 2nd, 2011 by declev

Vejo que a sociedade vive uma explosão de intolerância e desrespeito ao “diferente”. Seja em qualquer área – sexual, étnica, religiosa –, o que é diferente de mim, é ruim.

E venho percebendo, estarrecido, que o próximo alvo é um grupo de pessoas que vem crescendo cada vez mais quanto mais cresce a consciência das pessoas em relação aos animais e o meio ambiente: os vegetarianos.

Começa em forma de “brincadeira”, mas pode aos poucos se transformar realmente em algo sério.

Participante de redes sociais, como o Facebook, primeiro eu recebi esta “brincadeira” abaixo:

E agora, vegetarianos, cadê seu deus?

Depois, recebi esta “mensagem” (que me recuso a encarar como brincadeira):

Percebam que, de uma “brincadeira”, chegamos a uma ofensa. Qual será o próximo passo?

E, vejam, são pessoas teoricamente esclarecidas que as reenviam.

[Espero, realmente, que estas pessoas não comecem a reenviar “brincadeiras” relacionadas às orientações sexuais dos outros, opções religiosas ou, sei lá, origem étnica.]

Bom, quanto ao primeiro “cartaz”, comparar uma alface a um animal mamífero com o sistema nervoso bem desenvolvido como o são o boi e o porco, por exemplo, é tão infantil que levarei, realmente, como uma brincadeira que não merece maiores comentários.

A não ser que as pessoas que repassam isso como algo “sério” achem a mesma coisa uma pessoa dar um tapa num mosquito, estraçalhando-o, e dar uma marretada na cabeça de um cachorro.

Comparações esdrúxulas.

Quanto ao segundo, sendo mais sério e com a pretensão de desmistificar o vegetarianismo por conta dos outros usos de animais, merece alguns comentários.

Em primeiro lugar, apesar de não sabermos, com precisão, tudo o que utiliza fontes animais, sabemos que muitas coisas utilizam.

Duvido que seja tudo aquilo que está ali. Uma pequena pesquisa na internet poderá cortar um monte daqueles itens.

Talvez muitos deles tenham utilizado anteriormente fontes animais, mas com as novas tecnologias, as novas descobertas, as criações de novos materiais, eles foram sendo substituídos. Como muitas das coisas ainda estão sendo feitas e ainda o serão.

É possível, hoje, por exemplo, utilizarmos produtos de higiene e diversos outros produtos não testados em animais. É uma tendência, assim como a substituição das fontes animais pelas vegetais, ou mesmo sintéticas, em diversas áreas. Já ouviram falar do couro vegetal? Pois é.

Em segundo lugar, aquele tipo de discurso simplista é como dizer “eu jogo lixo no chão e não vou parar de fazer isso porque não tem jeito mesmo, o gari vai ter que varrer porque quando venta caem folhas das árvores e vive cheio de poeira nas ruas”.

Ou como dizer que “eu roubo mesmo, o país é corrupto, se eu não roubar, outro vai fazer, então que seja eu!”.

Outras comparações esdrúxulas.

Talvez o que essas pessoas queiram é ficar buscando desculpas para que continuem a fazer o que gostam, o que lhes dá prazer, independente de qualquer consequência que seus atos venham a trazer.

E, pior, fazem isso atacando aqueles que buscam, por outro lado, fazer a diferença de alguma forma.

E, mais engraçado ainda, talvez a maioria dos que acham essas brincadeiras engraçadas seja contra rodeios, contra maltratar animais como gatos e cachorros e ficam repassando, ao mesmo tempo, mensagens do tipo

“Viva meu bichinho”:

ou

“não abandone seus animais” :

ou

“Peguem esses filhosdaputa!”

Ora, só amamos os cachorrinho e os gatinhos? Só estes têm direito à vida e à benevolência humana?

Os outros podem ser presos, torturados, maltratados, degolados, submetidos a uma série de absurdos para nossa alimentação?

Ah, sim, a alimentação… essa é a diferença… está na natureza do ser humano ser carnívoro, por isso ele pode fazer qualquer coisa com os animais, desde que seja para se alimentar…

Pode, por exemplo, forçá-lo a comer quilos de comida até seu fígado estragar (Patê do foie gras); pode ser mantido preso e imexível até crescer com uma carne super-macia (Carne de vitela)…

[Veja outros detalhes de como os animais são tratados porque somos “carnívoros por natureza.]

Para essas pessoas, o que não pode é morrer em um rodeio, mas pode morrer com um tiro na cabeça ou um corte no pescoço sangrando até a morte

Acredito que seja por isso que muitos “esclarecidos” ainda não querem nem saber se a madeira que compra é de desflorestamento ou não; se as roupas que compra vem de trabalho infantil ou escravo ou não; se a peça do carro que comprou muito mais barata vem de roubo ou não; se o CD/DVD é pirateado ou não; se o dinheiro que ganham vem de ações corruptas ou não e por aí vai.

Cada um sabe de suas ações e as consequências de suas ações.

Mas, se não mudarmos coletivamente, se a sociedade não perceber que sua cultura, suas ações coletivas e individuais são as mesmas que trazem consequências a nós mesmos – violência, desmatamentos, mudanças climáticas, perda da qualidade de via – vamos caminhar para o abismo.

Felizmente, uma grande parcela da população e, cada vez mais, mais pessoas vêm percebendo isso e mudando seus hábitos.

Para mim, é uma questão de tendência, é o caminho, não tem volta.

Mesmo que alguns poucos esclarecidos e insensíveis às questões ainda tentem manter seu estilo de vida perdulário sem querer nem saber das consequências de suas ações, futuramente estaremos mudados.

E, futuramente, o uso de animais será cada vez menor em todos os setores industriais e alimentares.

Quem viver verá.

Por fim deixo dois recados retirados deste site:

Abraços,

Declev Reynier Dib-Ferreira
Não como carne e tomo cuidado com todas as minhas ações

Mapa Estadual das Unidades de Conservação de Pernambuco

September 27th, 2011 by declev

Está disponível na internet O Mapa Estadual das Unidades de Conservação de Pernambuco, produzido pela Equipe Técnica da Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade de Pernambuco, da Agencia Estadual de Meio Ambiente (CPRH) e do Condepe/Fidem.

Este documento estabelece o atual cenário das Unidades de Conservação (Federais e Estaduais) presentes no território pernambucano.

O Mapa Estadual das Unidades de Conservação de Pernambuco está disponível para downloads em formato pdf, no site da SEMAS, da CPRH e no site Plano Ambiental.

Ou baixe o mapa aqui.

Abraços,

Declev Reynier Dib-Ferreira
Professor

Quer ajudar o meio ambiente? Pare de comer carne!

September 20th, 2011 by declev

Nossas ações fazem diferença, ninguém tem dúvida.

Todo mundo, hoje em dia, se diz envolvido em ao menos uma “ação” em defesa do meio ambiente. Não há quem diga, impunemente, que não está nem aí.

Mas as ações das pessoas, em geral, vão até o limite de seu conforto. Se não atrapalhar sua vida, tudo bem; se não trouxer gastos, tudo bem; se não incidir em grandes sacrifícios, tudo bem.

Mas tem que gastar? Tem que deixar de fazer algo que amo? Tem que ter sacrifício?

“Tô fora”; “Já tem muita gente fazendo”; “É muito difícil”; “Isso é balela, não tem nada a ver”.

É neste rol que incluo o fato de as pessoas comerem carne e nem cogitarem deixar de fazê-lo.

É a favor dos animais, ama os cachorrinhos, chora pelos gatinhos, não pode ver alguém maltratando um bichinho… mas carne é uma delícia!

Sei que é difícil.

Mas algumas reflexões devem ser feitas, especialmente por aqueles que se dizem comprometidos com o meio ambiente e que “adoram” os animais (vivos).

Eu deixei de comer carne há uns 6 anos – com períodos dentro destes em que sucumbi, especialmente viajando, em que a alimentação diferenciada fica mais difícil – mas posso considerar que, dentro deste período, coloquei pra dentro do meu corpo 99,5% menos carne do que colocava anteriormente.

Por que deixei de comer carne?

Porque não concordo com o fato de os animais serem criados para nos alimentar, especialmente como são.

Veja, por exemplo, o documentário A Carne é Fraca, produzido pelo Instituto Nina Rosa (INR), e se assuste.

Aqui coloco apenas o trailer, no link acima pode-se comprar na loja do INR:

E veja também o filme chamado Earthlings (Terráqueos).

Como eu não consegui incorporar, apenas coloquei o link acima. Está com legenda em português.

Ele tem imagens muito fortes, tome cuidado.

Outra coisa: pra quem não sabe, os bois são castrados pra criação com destino aos abatedouros.

E você acha que tem anestesia ou carinho nos bagos deles pra não sentir dor?

Veja este vídeo (cenas também muito fortes):

Por fim, cito alguns números que saíram n’O Globo do dia 3 de setembro de 2011, p.13:

A pecuária é a atividade que mais ocupa áreas desmatadas na Amazônia. O pasto responde por 62% dos 719,2 mil quilômetros quadrados desflorestados na região até 2008. (…) O desmatamento na Amazônia não está associado à agricultura (que responde por 5% do total de floresta derrubada.

A pecuária é uma atividade que só se mostra viável em grandes propriedades, já que exige um investimento significativo na manutenção da pastagem. (…) Apesar da ampla área de pastagem, a concentração de gado é baixa. (…) Em áreas do tamanho de um campo de futebol, há apenas um boi pastando.

Resumindo:

Se você gosta dos animais e se você quer colaborar com o meio ambiente, deixe de comer carne.

Abraços,

Declev Reynier Dib-Ferreira
Não como carne.

Participe da Consulta Pública sobre o Plano Nacional de Resíduos Sólidos

September 8th, 2011 by declev

O Plano Nacional de Resíduos Sólidos é um dos Instrumentos da Política Nacional de Resíduos Sólidos, segundo seu Capítulo III:

CAPÍTULO III

DOS INSTRUMENTOS

Art. 8º  São instrumentos da Política Nacional de Resíduos Sólidos, entre outros:

I – os planos de resíduos sólidos;

O Ministério do Meio Ambiente (MMA) colocou a versão preliminar do Plano, elaborado pela Secretaria de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano do MMA, em consulta pública.

A versão preliminar será discutida em cinco audiências públicas regionais e consolidada em audiência pública nacional, em Brasília.

Veja o Calendário das Audiências Públicas Regionais:

Setembro:

13 e 14 – Região Centro-Oeste: Campo Grande/MS (participação de Goiás, Mato Grosso e DF)

Outubro:

04 e 05 – Região Sul: Curitiba /PR
10 e 11 – Região Sudeste: São Paulo
13 e 14 – Região Nordeste: Recife/PE
18 e 19 – Região Norte: Belém/PA

30 e 1º/12 – Audiência Nacional: Brasília/DF

Atenção para as datas limites para as inscrições, no site, necessárias para a participação nas audiências.

Simultaneamente, o documento ficará em consulta pública na internet, por um período mínimo de 60 dias, para receber contribuições.

É necessário baixar um formulário para a participação na Consulta pela internet.

Participe.

Abraços,

Declev Reynier Dib-Ferreira
Participarei

Dica de página com Mapas Digitais de diversas regiões do Rio de Janeiro

September 7th, 2011 by declev

Para quem realiza pesquisas, ou mesmo para quem tem algum interesse diverso, no Estado do Rio de Janeiro, apresento a página Mapas Digitais, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ).

Nela estão disponíveis os mapas digitais produzidos a partir de projetos de pesquisa e de extensão desenvolvidos ou com atividades em curso pela UERJ.

Estão disponibilizados Mapas Digitais apoiados por imagens de satélites (LANDSAT, CBERS, IKONOS, QuickBird, WorldView-2, ALOS), ortofotografias e dados GNSS.

Há mapas das seguintes regiões:

Eu andei dando uma olhada e há coisas muito interessantes, inclusive em termos de mudanças históricas.

Aproveitem.

Abraços,

Declev Reynier Dib-Ferreira

Participe da Consulta Pública sobre a Rio + 20

September 4th, 2011 by declev

A Rio+20 é a Conferência sobre Desenvolvimento Sustentável a ser realizada, no Rio de Janeiro, pela Organização das Nações Unidas (ONU) em junho de 2012.

Será realizada, conforme o seu próprio nome indica, 20 anos após a Rio 92.

Veja o site oficial, em inglês.

“De acordo com o processo estabelecido pela ONU, todos os países-membros deverão apresentar seus insumos e contribuições, por escrito, até o dia 1º de Novembro de 2011.

A partir dessas contribuições, o Secretariado da Organização preparará uma minuta inicial do documento a ser adotado na Rio+20, o qual deverá ser objeto de negociações formais, com vistas à sua adoção durante o evento.

O Ministério do Meio Ambiente abriu uma Consulta Pública sobre a Conferência, cujos resultados deverão subsidiar e fortalecer as posições a serem defendidas pelo País.”

Para quem quiser participar, apresento o texto de apoio sobre os principais temas da Conferência e o Questionário da Consulta Pública (em PDF) a ser preenchido e enviado ao MMA.

As perguntas estão copiadas abaixo no post.

Os documentos podem ser pegos também no site da Consulta Pública.

Para preencher o questionário, deve-se atentar para as seguintes normas:

  • em no máximo 20 linhas,
  • em fonte Times New Roman, tamanho 12,
  • enviá-lo, até o dia 25 de setembro de 2011, em formato .doc, ao endereço eletrônico rio2012@mma.gov.br

Posteriormente, o MMA tornará disponíveis, na página eletrônica, o documento apresentado pelo Governo Brasileiro ao Secretariado das Nações Unidas e a síntese das contribuições recebidas por desta Consulta.

As informações foram repassadas pelo Fernando Antonio Lyrio Silva, que vem a ser Assessor Extraordinário para a Rio+20 do Ministério do Meio Ambiente (MMA).

Aproveitemos para participar deste momento importante.

Abraços,

Declev Reynier Dib-Ferreira
Educador Ambiental

QUESTIONÁRIO

  1. A Conferência deverá estabelecer a nova agenda internacional para o desenvolvimento sustentável para os próximos anos. Para que o Brasil exerça a liderança desse processo, deverá apresentar propostas para uma agenda de vanguarda, que eleve os níveis de ambição dos atuais debates. Qual seria a contribuição do Brasil nesse contexto?
  2. Como poderá a Conferência causar impacto no debate interno sobre o desenvolvimento sustentável no Brasil e contribuir para as necessárias transformações do país rumo à sustentabilidade?
  3. Como poderá a Rio+20 assegurar a renovação do compromisso político com o desenvolvimento sustentável? Como poderá contribuir para o fortalecimento do multilateralismo, ultrapassando as divisões tradicionais (exemplo: Norte-Sul)?
  4. Quais são os principais avanços e lacunas na implementação dos documentos resultantes das Cúpulas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio de Janeiro, 1992 e Joanesburgo, 2002)?
  5. Quais são os temas novos e emergentes que devem ser incluídos na nova agenda internacional do desenvolvimento sustentável? Quais temas contemplam, de forma equilibrada, as dimensões ambiental, social e econômica?
  6. A economia verde deve ser uma ferramenta do desenvolvimento sustentável. Nesse contexto, novos padrões de consumo e produção devem guiar as atividades econômicas, sociais e ambientais. Quais seriam esses novos padrões?
  7. Há consenso político de que as políticas e instrumentos para a implementação da economia verde deverão variar de acordo com o contexto de cada país. Com essa premissa, e considerando o desafio da erradicação da pobreza, como a transição para uma “economia verde” pode ser inclusiva e contemplar princípios de equidade entre gerações, entre países e dentro de um mesmo país?
  8. Qual o modelo de estrutura institucional que permite integrar melhor as agendas e atividades das instituições responsáveis pelos pilares econômico, social e ambiental do desenvolvimento sustentável, nas esferas internacional e nacional?
  9. Quais sugestões poderiam ser feitas para que a implementação de projetos de agências internacionais no País seja realizada de forma coordenada, evitando a duplicação de esforços?
  10. Como fortalecer a governança ambiental internacional, particularmente o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) em seu papel de apoiar os países na implementação dos compromissos ambientais e de formação de capacidades, promovendo a melhor interação entre os acordos multilaterais ambientais, entre si e com o Programa?
  11. Qual o papel dos atores não-governamentais no sistema multilateral e de que forma as estruturas de governança das Nações Unidas podem viabilizar a participação e o reconhecimento das visões e demandas desses atores, de forma a não só influenciar o processo decisório como, também, de torná-los mais comprometidos com a implementação das decisões?