
Hidrelétricas, mais hidrelétricas, mais e mais hidrelétricas… até quando?
Eu não sou – e não posso ser – absolutamente contra a geração de mais energia. Necessitamos, sabemos disso.
E pelo que li na notícia, acho interessante o projeto, no sentido de se retirar tudo o que será feito durante as obras, ficando apenas as usinas, para que tenha o menor impacto possível.
Mas, diminuir o tamanho das áreas protegidas??
Até quando não tentaremos mudar o modelo de exploração, de consumo?
Até quando, então, precisaremos da Amazônia? Aliás, precisamos da Amazônia??
Depois – ou juntamente – com Belo Monte, temos esta notícia.
E vamos que vamos, nosso Brasil! E vamos que vamos, Progresso!
Abraços,
Declev Reynier Dib-Ferreira
Apagado
MP da hidrelétrica Avatar gera polêmica
Notícia retirada do site Congresso em Foco [Os links eu que coloquei].
Às vésperas da realização da Rio + 20, a primeira medida provisória editada pelo governo neste ano gera discussão na área ambiental. Ela cria cinco hidrelétricas que parecem saídas do filme de James Cameron
O governo brasileiro vai comprar mais uma briga com ecologistas às vésperas da Rio +20, conferência da ONU sobre meio ambiente a ser realizada em junho. Trata-se da entrada em vigor da Medida Provisória 558/2012, que, em resumo, altera limites de unidades de conservação federais na Amazônia para permitir a construção de usinas hidrelétricas.
Como define seu artigo 1º, a medida diminui áreas do Parque Nacional da Amazônia; do Parque Nacional dos Campos Amazônicos; do Parque Nacional Mapinguari; da Floresta Nacional de Itaituba I e II; da Floresta Nacional do Crepori; e da Área de Proteção Ambiental do Tapajós.
A intenção do governo ao editar a MP é a execução do Complexo Hidrelétrico de Tapajós, projeto de geração de energia desenvolvido pela Eletrobras que integra o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
A iniciativa tem enredo de cinema: cinco usinas hidrelétricas fincadas na selva amazônica, sem qualquer acesso que não seja pelo ar (por meio de helicópteros), e operadas por meio de alta tecnologia – inédita em todo o mundo e desenvolvida pelo Brasil. Ao final da empreitada, a estrutura de apoio – alojamentos, canteiros de obra e demais instalações – ao redor das hidrelétricas será removida. Uma vez em funcionamento, as usinas serão conduzidas por funcionários que se revezarão em turnos de trabalho. Helicópteros farão a troca de posto dos operadores – que, como nas plataformas de petróleo, ficarão isolados do resto do mundo em suas jornadas.
Na verdade, o que se deseja com a nova tecnologia é justamente reduzir os riscos ao ambiente. Com a retirada da estrutura ao redor das usinas tão logo elas fiquem prontas, acreditam os técnicos responsáveis pela operação, evitar-se-á a permanência ou a concentração de pessoas no local após as obras. Após a realização de outras obras semelhantes de grande porte, o que se verificou foi a criação de cidades sem qualquer ordenamento urbano, gerando grandes problemas ambientais. Ou seja, as unidades serão como ilhas de tecnologia cercadas de biodiversidade por todos os lados, e nada mais – à semelhança das plataformas de petróleo nos oceanos.
[…]
[...] Ela pode sofrer destruição mesmo sendo legalmente constituída e, pior ainda, podem desfazer ou diminuir com uma canetada. [...]