Os últimos acontecimentos na chamada Festa do Peão de Boiadeiro de Barretos reacenderam os protestos contra o uso de animais em rodeios: a morte de um bezerro e um touro se arrastando pelas patas traseiras, supostamente com câimbras.
Veja este vídeo:
Bem, recebi do Instituto Nina Rosa um email com uma carta que o Instituto está enviando a todos os patrocinadores da “Festa”.
O mais legal deste email é que tem a lista com todos os patrocinadores do evento e seus respectivos emails.
Copio abaixo a carta, pois tem informações relevantes. A carta está aberta a quem quiser assiná-la e enviar aos patrocinadores:
Senhores,
Concordamos que empresas devem incentivar eventos culturais, porém de uma cultura de paz. Se ainda alguém duvidava que os rodeios com animais são espetáculos recheados de crueldade, esta edição de Barretos comprovou os maus-tratos, que há anos vêm sendo apontados por pessoas mais bem informadas.
Enquete realizada pela Rede R7 de Notícias concluiu que 96% das pessoas são contrárias a rodeios com animais.
Estimativas apontam que cerca de 70% dos freqüentadores deste tipo de evento não assistem às provas com animais. Sua participação se restringe aos shows de artistas, como apontado no PL nº 825 / 2011.
Estudos do FBI mostram que a violência contra animais funciona como um “primeiro degrau” para futuras violências contra humanos. Quase todos os assassinos em série têm em sua história a prática de maus-tratos a animais. Segundo pesquisas, a violência cometida contra animais, quando feita ou mesmo assistida por crianças, tem consequências psicológicas trágicas, marcando-as por toda a vida. Por outro lado, o afeto que os animais inspiram, quando incentivado, pode despertar no indivíduo sentimentos de amor, zelo e autoestima positiva.
O mundo clama por paz. Para podermos ser responsáveis socialmente, não devemos caminhar na direção oposta.
Atenciosamente
Nome
Cidade/UF
Abaixo copio a lista de patrocinadores do evento de Barretos. Quem quiser se manifestar a respeito, envie emails.
Podemos mostrar nosso inconformismo a quem dá dinheiro ao Rodeio, mesmo sabendo como os animais são utilizados:
- Bhrama e Guaraná sumern@ambev.com.br
- Friboi meioambiente@jbs.com.br
- Redecard http://www.redecard.com.br/pt-BR/atendimento/Paginas/faleconosco.aspx
- Minerva minerva@minerva.ind.br
- Savegnago http://www.savegnago.com.br/sac.htm
- Uol faleconosco@uol.com.br
- Band http://www.band.com.br/faleconosco/
- Unimed atendimento@portalunimed.com.br
- Unifeb reitoria@feb.br e imprensa@feb.br
- Editora três (revista Isto É) publicsp@editora3.com.br
- Shopping North marketing@nothshoppingbarretos.com.br
- Sesi imprensa@sesisenaisp.org.br e rosangelainoue@sesisenaisp.org.br
- Granol canal.alerta@granol.com.br e sac@granol.com.br
- João Bosco sassaobr@globo.com
- Daniela Mercury fabiana@cantodacidade.com.br
- Fogos Xingu fogosxingu@fogosxingu.com.br
Por fim, quero deixar umas impressões minhas, bem simples.
Usamos os animais para muitas coisas.
Não podemos ser ingênuos a pensar que os mesmos deixarão de ser usados pelos seres humanos.
Mas, em todos os casos, há formas e formas de usá-los – com crueldade, sem crueldade, sem cuidados, com cuidados…
Temos que pensar em todas as nossas ações – nossos consumos, nossos entretenimentos – sobre a forma com que os animais são utilizados – se o são.
Por exemplo, é muito fácil e notório perceber os mal-tratos que animais recebem em rodeios ou em circos, por exemplo, e fazer campanhas contra, se indignar, achar que todos os que fazem parte ou assistem são desumanos.
Mas é muito mais difícil “ver”, perceber ou mesmo aceitar que existem mal-tratos aos animais que nos servem de alimento, tais como o gado, o porco, a galinha, que são mortos milhares e milhares diariamente.
Claro que são instâncias diferentes. Claro que existe hoje formas de criar mais “humanas”.
Mas, você tem certeza?
Então, por exemplo, cobrar parar o uso de animais em Barretos é fácil, mas… e parar de comer carne, você já parou?
Abraços,
Declev Reynier Dib-Ferreira
Parei de comer carne há 6 anos [sim, é difícil]
a questão animal perpassa por todos os ambítos de nossas vidas e seria ideal se nos importassemos em todos os mesmos sentidos, sem a visão piegas do tipo “Luiza Mel”.
Questionamentos como o que fez acima são importantíssimos.
Acrescento que, no mundo de hoje onde a imagem vale mais do que a própria empresa, estas patrocinadoras deveriam atentar mais para que imagem estão construindo de si mesmas.
E também no mundo de hoje, onde uma parte da sociedade tem acesso a informação e a forma fácil de transmitir a mesma informação, a preocupação deveria ser ainda maior.
Publicarei um post amanhã sobre isso em meu blog, inclusive a partir da carta do instituto Nina Rosa, visite: http://na-beirada.blogspot.com/