Tenho um ou dois amigos que não têm celular, não interagem com a internet, raramente abrem email.
Eu acho que deve ser um horror.
Somos seres comunicantes. E qualquer forma de comunicação é comunicação, não só a fala.
Sim, a fala pode ser a “principal”, mas antes disso, durante isso, sem isso também nos comunicamos.
Se antes utilizávamos sinais de fumaça, tambores, pombos, hoje utilizamos celulares, internet.
Fantástico.
Sempre havia uma forma de se fazer a comunicação, por mais sofrida e difícil que fosse.
O nome maratona vem por conta de um soldado grego que morreu pela comunicação.
Se o coitado morreu por isso, por que não aproveitarmos ao máximo as tecnologias facilitadoras de que hoje dispomos?
E também devemos fazer isso por todos os nossos antepassados que vieram inventando e aperfeiçoando as ligações entre os seres humanos.
Telégrafo, rádio, correios, TV, papel (jornal, carta, revista)…
E, não se engane: uma vez privados de tal fantástica habilidade, faremos de tudo para re-tê-la.
Por isso existe a LIBRAS! 
Por fim, vi outro dia um documentário em um presídio de segurança máxima, não lembro de qual país, em que se fazia de tudo para que os presos não tivessem comunicação entre eles e com o mundo exterior.
Em uma pequena área toda cimentada, utilizada para a 1h de banho de sol diário, eles utilizavam o ralo para se falarem.
Para repassar mensagens de uma cela a outra, eles desfiavam as roupas ou lençóis e fronhas para fazer linhas e com elas jogar os bilhetes para o colega da cela ao lado, que os pescavam também utilizando o mesmo artifício.
Pensando nisso, me lembro do Arthur Bispo do Rosário que, em sua louca solidão, nos comunicou tanta coisa.
Então, quem sou eu pra não utilizar a internet (email, blog, orkut e milhares de outros meios), o celular e tantos outros meios que temos para dizer que estamos no mundo?
Declev Reynier Dib-Ferreira
Tags: Celular, Comunicação
