A investigação descobriu o que todo mundo já sabia: policiais assassinaram deliberadamente o menino Juan.
No Brasil dos Absurdos a polícia é mais bandida que os próprios.
Parece que tem que ter como pré-requisito o instinto assassino.
Em países sérios, policiais envolvidos em morte em serviço, aqui denominados eufemisticamente de “autos de resistência”, são afastados, passam por tratamento psicológico e outras burocracias para poderem voltar ao serviço com o público.
Aqui, que ainda não é um país sério, os policiais, em minha opinião de cidadão, em grande parte dos casos estão envolvidos em assassinato em serviço, assassinatos mascarados pelos eufemísticos autos de resistência.
– Olha lá aquele macaquinho, tá pensando que é gente… vamos ver quem acerta!
Pá pá pá pá pá pá pá pá pá pá pá pá pá pá pá pá pá pá pá pá pá pá pá pá pá pá pá pá pá pá pá pá pá pá pá pá pá pá pá pá pá pá pá !!!!!
– E agora, o que que a gente fazemos com o presunto?
– Bota uma arma na mão dele!
Lavra-se um auto de resistência.
Assassinatos em série.
Muito mais do que podemos imaginar.
O caso do menino Juan [não esqueçamos que, neste caso, além dele outro rapaz, de 17 anos, também foi assassinado!] não é o único.
Não é o primeiro.
Não será o último.
É apenas um dos milhares que ocorrem diariamente pelas ruas do Rio da Vergonha de Janeiro, mas que não ficamos sabendo.
Só como exemplo de que é uma prática comum: quase todos os policiais envolvidos neste caso já estavam respondendo por assassinato!!!!
Veja:
Um dos quatro acusados de matar Juan, o cabo Edilberto Ramos do Nascimento, também responde a um processo, juntamente com outros três PMs, pelo assassinato de Júlio César Andrade Roberto, em 7 de julho de 2008. [Fonte: O Globo, 21 de julho de 2011, p. 12 – grifo meu]
O que uma pessoa envolvida em assassinato está fazendo com uma arma na mão, na rua?
Solto??
Com uniforme e “autoridade”???
E, detalhe, muito provavelmente, os outros três citados acima também estão.
Tomem cuidado.
O Rio da Vergonha de Janeiro é um local muito perigoso, pois tem muito policial pelas ruas…
Abraços,
Declev Reynier Dib-Ferreira
Estupefato