Esta é uma piada, mas com a mais pura verdade.
Prefiro vê-la como uma bofetada na cara, demonstrando o quanto somos idiotas acreditando no que dizem aqueles que conversam conosco em dias de eleição.
Sinto-me envergonhado de ser brasileiro.
Tirem suas próprias conclusões, e não deixemos que o “após” seja diferente do que o prometido.
Só assim podemos, talvez, começar a mudar alguma coisa.
Deixo no final a referência aos catadores de lixo, por achar pertinente a comparação.
Antes, lanço uma ideia aqui:
Talvez o caminho seja o fidapu que está em campanha ser obrigado a escrever um projeto de trabalho, com cronograma mês a mês e a cada ano ter que prestar conta de seu projeto e do que fez (ou algo parecido).
Se fez o que prometeu – ou está tentando fazê-lo, ótimo, continua.
Se não fez, duas opções: ou explica e prova porque não fez, ou é sumariamente destituído.
Se explicou e provou porque não fez, continua até o próximo ano – e assim por diante.
Para julgá-lo, nada de seus “pares” ou da justiça injusta brasileira: o povo.
Vamos pra piada:
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Um senador está andando tranqüilamente quando é atropelado e morre.
A alma dele chega ao Paraíso e dá de cara com São Pedro na entrada.
- Bem-vindo ao Paraíso!, diz São Pedro. Mas antes que você entre, há um probleminha. Raramente vemos parlamentares por aqui… então não sabemos bem o que fazer com você…
- Não vejo problema, é só me deixar entrar, diz o antigo senador.
- Eu bem que gostaria, mas tenho ordens superiores. Vamos fazer o seguinte: você passa um dia no Inferno e um dia no Paraíso. Aí, pode escolher onde quer passar a eternidade.
- Não precisa, já resolvi. Quero ficar no Paraíso!, diz o senador.
- Desculpe, mas temos as nossas regras. Não se pode simplesmente escolher assim, sem saber como são os dois lados.
Assim, São Pedro o acompanha até o elevador e ele desce, desce, desce até o Inferno.
A porta se abre e ele se vê no meio de um lindo campo de golfe.
Ao fundo, o clube onde estão todos os seus amigos e outros políticos com os quais havia trabalhado.
Todos muito felizes em traje social.
Ele é cumprimentado, abraçado e eles começam a falar sobre os bons tempos em que ficaram ricos às custas do povo.
Jogam uma partida descontraída e depois comem lagosta e caviar.
Quem também está presente é o diabo, um cara muito amigável que passa o tempo todo dançando e contando piadas.
Eles se divertem tanto que, antes que ele perceba, já é hora de ir embora.
Todos se despedem dele com abraços e acenam enquanto o elevador sobe.
Ele sobe, sobe, sobe e a porta se abre outra vez. São Pedro está esperando por ele.
Agora é a vez de visitar o Paraíso.
Ele passa 24 horas junto a um grupo de almas contentes que andam de nuvem em nuvem, tocando harpas e cantando.
Tudo vai muito bem e, antes que ele perceba, o dia se acaba e São Pedro retorna.
- E aí ? Você passou um dia no Inferno e um dia no Paraíso. Agora escolha a sua casa eterna. Lembre-se de fazer uma boa escolha, pois dela depende seu futuro…
Ele pensa um minuto e responde:
- Olha, eu nunca pensei… O Paraíso é muito bom, mas eu acho que vou ficar melhor no Inferno.
Então São Pedro o leva de volta ao elevador e ele desce, desce, desce até o Inferno.
A porta abre e ele se vê no meio de um enorme terreno baldio cheio de lixo.
Ele vê todos os amigos com as roupas rasgadas e sujas catando o entulho e colocando em sacos pretos.
O diabo vai ao seu encontro e passa o braço pelo ombro do senador.
- Não estou entendendo, – gagueja o senador – Ontem mesmo eu estive aqui e havia um campo de golfe, um clube, lagosta, caviar, e nós dançamos e nos divertimos o tempo todo. Agora só vejo esse fim de mundo cheio de lixo e meus amigos arrasados!!!
O Diabo olha pra ele, sorri ironicamente e diz:
- Ontem estávamos em campanha. Agora, já conseguimos o seu voto…