Archive for the ‘Polícia Bandida’ Category

Vídeo: cavalaria, bombas, balas… Rio de Janeiro em plena ditadura

Sunday, June 23rd, 2013

Quem envia a cavalaria para uma manifestação?

Quem joga bombas em manifestantes ajoelhados com as mãos para o alto?

Quem começa o terror com a intenção de tocar o terror?

Quem joga bombas de “efeito moral” em idosos que protestam por cidadania, com FLORES nas mãos?

Quem espalha gás lacrimogênio dentro do metrô? (não, não é um extremista japonês!)

Quem apaga as luzes da cidade para melhor espalhar o terror e não ser filmado em sua violência?

Quem é que se espalha pela cidade, saindo do local das manifestações, jogando bombas em qualquer cidadão, mesmo que dentro de um restaurante?

Quem é que responde a gritos de protestos com bombas, sem nenhum equilíbrio emocional, fundamental para o cargo?

Quem é que joga bombas à esmo, como uma criança joga estalinhos pelo chão?

Isso mesmo: O GOVERNADOR DO RIO DE JANEIRO, de dentro de seus bunker/escritório, utilizando-se da POLÍCIA FANTOCHE!

Agora, quem é que TROCA DE ROUPA, retirando o uniforme?

Para quê?

Para se infiltrar no meio do povo incitando a violência e vandalismo para que esta violência e vandalismo possa servir de desculpa para a sua própria violência e vandalismo???

Abraços,

Declev Reynier Dib-Ferreira
Rio de Janeiro Sitiado

 

Compilação do ataque da polícia a civis inocentes no Rio de Janeiro sitiado

Friday, June 21st, 2013

Nesta quinta-feira, dia 20 de junho de 2013, o Rio de Janeiro, aderindo às mobilizações nacionais, fez uma manifestação pacífica reunindo, com certeza, mais de um milhão de pessoas, tomando a Presidente Vargas, no Centro da cidade.

Depois, pra variar, a confusão começou e a polícia simplesmente meteu o cacete em todo mundo.

Fiz uma compilação de diversos vídeos para a gente analisar.

Vejam que, no primeiro bloco, está a polícia baixando o sarrafo em qualquer manifestante que NÃO ESTIVESSE FAZENDO NADA.

Na sequência, uma série de vídeos de um monte bandidos filhosdaputa saqueando lojas, quebrando tudo à esmo.

Neste caso, cadê a polícia? Onde ela estava? Por que não coibia os vandalismos?

Ah, sim, a polícia estava nos primeiros vídeos, metendo balas de borracha e bombas de gás em cima de pessoas que nem estavam em manifestação nenhuma!

Truculência da polícia:

Agora, cenas de vandalismos e, como vocês poderão perceber, nenhuma ação policial contra eles.

Serão seus “colegas”???

E algumas denúncias pelos jornais:

http://oglobo.globo.com/blogs/foco/posts/2013/06/21/denuncias-de-truculencia-da-policia-nos-protestos-do-rio-500760.asp

http://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2013/06/20/bope-e-choque-fazem-limpeza-no-centro-do-rio-e-pm-pede-que-populacao-evite-as-ruas.htm

Auto de resistência forjado – Jeito brasileiro de “fazer polícia”

Thursday, May 16th, 2013

Sou um contumaz crítico da polícia brasileira.

Não porque eu seja contra A polícia ou contra OS policiais.

Entenda-se: sou contra o jeito brasileiro de fazer polícia.

Sou contra a infestação de criminalidade que assola a polícia.

Ninguém pode negar isso, nem mesmo um policial.

Aliás, os policiais honestos, que sim, existem, deveriam ser os primeiros a ir contra essas bestas que tiram a credibilidade da instituição.

Mas, o que vemos são os policiais e os seus diretos – parentes, amigos, etc. – irem à defesa de TODOS os policiais, independente de todas as notícias BIZARRAS que vemos diariamente.

Todo mundo conhece a piada do porco, no concurso da melhor polícia do mundo? Veja este post em que eu a conto.

Pois é, é assim que se “faz polícia” no Brasil dos Absurdos.

Vamos a um exemplo. Bizarro:

Vídeo mostra polícia forjando auto de resistência em favela

Vídeo mostra policiais civis forjando auto de resistência em favela do Rio

Pra quem não sabe, “auto de resistência” é quando alguém morrem em combate.

“A polícia matou 5 pessoas. Corpos foram movidos de lugar e um teatro foi montado.”

Veja que os policiais sentam o dedo atirando dezenas de vezes para baixo, FODA-SE quem estivesse pelo caminho.

Ora, quantos morrem de bala “perdida” por aqui?

E, por acaso, vocês acham que essas balas perdidas vêm somente das armas dos bandidos sem farda??

“Eu não lembro desse cara lá não!” – fala um de farda.

“Ele tava, mas não com a arma, ele tava no meio” – diz o outro.

Foda-se, mata-se assim mesmo e diz-se que é “auto de resistência”.

AUTO DE RESISTÊNCIA com todo mundo correndo e sem armas?!?!!!

E você, filhodaputaclassemédiademerda, acha que “era tudo bandido”?

É assim, correu, é bandido?

Então, eu pergunto de novo, seu merdaclassemédia, E SE FOSSE VOCÊ ali na rua, com um helicóptero chovendo balas, você iria correr, ou ficar parado???

Você ia morrer como um bandido, com uma arma postada em suas mãos, dando desgosto pra sua família e com a cara estampada em um jornal de segunda.

Não sei onde vamos parar, mas uma coisa eu sei: violência gera violência.

Talvez sejamos uma sociedade tão violenta justamente porque o que se dá a ela é a violência pelo próprio poder público, e não o inverso.

Para mim, pessoas que entram armadas na casa dos outros, matam e ainda por cima fazem um teatro pra mudar a história, não são heróis nem mesmo deveriam se chamar polícia.

São bandidos.

Independente dos outros bandidos, são bandidos.

E, detalhe: possivelmente têm mais desprezo pela vida humana que os outros bandidos.

Abraços,

Declev Reynier Dib-Ferreira
Nojo de ver as imagens

ps.: como eu sei que nem todos são assim, peço antecipadamente desculpas aos policiais honestos.

Cena corriqueira: polícia e spray de pimenta!

Saturday, July 21st, 2012

Impressionante!

Coloca-se uma arma na mão deles, é tiro na cabeça ou pelas costas das pessoas.

E lavra-se os “autos de resistência”!

Coloca-se um cassetete, é porrada em jovens, mendigos, mulheres e quem mais estiver na frente.

Coloca-se spray de pimenta, e nossos digníssimos políça acham que é perfume – ou lança perfume!

Putaquipariu!

Aí, depois, eu reclamo aqui da polícia e um polícia entra em meu blog pra me xingar e dizer que a culpa é dos bandidos, nãoda polícia.

Já mostrei uns casos aqui, e agora vem mais!

Fica a pergunta (se é que agora tem coragem de responder): a culpa é da criança? Do cachorro?? Da senhora??? Do povo????

Em que mundo vivemos?

Em que país vivemos?

Sério, na boa: NINGUÉM vai mudar isso???

Abraços,

Declev Reynier Dib-Ferreira
Medo

Viva a polícia! Parabéns, delegado!

Wednesday, May 16th, 2012

Sim, sim, eu também falo bem de polícia: daquela polícia que nos dá orgulho!

Mas a justiça ainda tem muito o que se explicar.

Não preciso dar mais detalhes do que o vídeo abaixo, que vale a pena ser visto.

O Delegado dá uma bronca nesta justiça que não presta.

Quem dera se a polícia fosse toda como este delegado e a justiça fosse como os poucos exemplos que noa aparecem.

Mas a regra é a regra, e a exceção é digna de aplausos.

Obrigado, Delegado!

Abraços,

Declev Reynier Dib-Ferreira

Emicida, Globo e a polícia brasileira: tudo a ver!

Monday, May 14th, 2012

Rapper Emicida pede que mostrem “os dedos” para a polícia que bate em morador, em desocupações.

Certíssimo ele, tanto que mostro eu o meu dedo:

Aí, os policiais se sentiram “ofendidos”, coitados, e levaram o artista pra delegacia.

E, detalhe, chegando na delegacia ainda deram a “versão da polícia” que, interessante, era diferente da realidade.

Mas… ôôôôôôpa!!! Peraí!!

Cadê a porra da democracia?!?

Onde está escrito, onde está a Lei, o decreto, o artigo, a Tábua Abençoada que diz que polícia pode bater nas pessoas???

Por outro lado, não se pode falar mal da polícia? Não se pode ter opinião a respeito?

Não se pode dar o dedinho pra uma polícia que dá porrada nas pessoas?

Lembrando que ele NÃO DISSE para ofenderem aqueles policiais que estavam no show e que se ofenderam, mas sim àquela que desalojouas pessoas.

Opinião de um rapper.

Mas, então, eis que estou vendo a novelinha das 6 da Globo [sim, sim, perdoem-me, mas de vez em quando vejo, porque não moro sozinho] e tem uma cena muito interessante:

Quatro jovens estão namorando num carro;

Chegam dois assaltantes com armas [só por acaso, negros] e vem com aquele papo: “perdeu, perdeu!”;

Assim que os ladrões saem com o carro, coisa de 5 segundos depois vem um carro de polícia, na calma;

Os jovens param o carro da polícia e, desesperados, dizem que acabaram de ser assaltados, que os bandidos levaram o carro, etc;

O policial [branco], olha pra eles com cara de não é comigo, olhar blasé, e fala calmamente: “calma aí, meu chapa, vamos resolver isso na delegacia”.

Ora, se isso não é esculhambar com a polícia em rede nacional e horário nobre, eu devo estar mais maluco do que já sou.

Isso é muito pior do que dar o dedinho para os policiais que desocupam moradores que podem ser sua própria família.

É dizer que a polícia não quer nada, não sabe trabalhar, não quer trabalhar direito.

É como dizer: “Deixa os bandidos irem embora com o carro de vocês e vamos pra delegacia preencher uns papéis burocráticos”.

Eu preferiria o dedo, se fosse policial.

Mas, quem vai levar à Globo pra delegacia?

Abraços,

Declev Reynier Dib-Ferreira
Dedo!

Spray de pimenta num cachorro e numa criança? Viva a polícia brasileira!

Wednesday, May 9th, 2012

Outro dia tive um comentário mal educado aqui no blog de um policial que ficou chateado com minhas críticas à polícia.

Vejam o post e os comentários, dele e minha resposta:

Assalto a ônibus no Rio de Janeiro

Eu entendo que um bom policial – assim como um bom político ou mesmo um bom professor, como é o caso de minha própria carreira – fique chateado quando fazemos generalizações.

Sim, as generalizações são maldosas.

Mas, convenhamos, Tenente, se a polícia não quer receber as críticas, o senhor não acha que tem que mudar?

Afinal, como o senhor diz no comentário “A culpa desses casos não é da polícia o seu filho da puta, e sim dos bandidos”.

E nos casos abaixo, senhor tenente, de quem é a culpa?

Do cachorro?

Da criança?

Da senhora?

Quem sabe é culpa daquela vaca!

Spray de pimenta em cachorro

Spray de pimenta em criança

2303as04

Vaca

Abraços,

Declev Reynier Dib-Ferreira
Estupefato

Antropólogo da USP é espancado por polícia gente boa na avenida Paulista

Wednesday, December 7th, 2011

É por isso que tenho horror de policial.

Em todos os países há pessoas que são fdp.

Mas o Brasil dos Absurdos ganha de todos.

Desde o soldado de m. até o governador de m., passando pelo sargento de m.

Antropólogo da USP é espancado, à toa, do nada, por PM FDP, em plena avenida Paulista.

Se acontece com um antropólogo da USP, branco, na avenida paulista, imagina com jovens negros pobres de periferia!

Extermínio!

Isso acontece por aí aos milhares de casos, mas que não ficamos sabendo.

A imagem que me vem à cabeça é do filme A Lista de Schindler, se não me engano, em que um graduado nazista fazia tiro ao alvo à esmo com os judeus em um campo de concentração.

É este extermínio que deve ocorrer e é assim que devem pensar os gloriosos defensores do povo, utilizando os valorosos uniformes de polícia.

“Vamos sair pra dar umas porradas?” – pergunta uma das almas bondosas.

“Hoje eu tô a fim de dar uns tiros!” – responde o colega benfeitor.

“Vão lá, mas cuidado pra não deixar marcas, nem corpos espalhados por aí!” – orienta o preocupado superior.

E então eles saem por aí dando porrada e tiros com a absoluta certeza da impunidade.

Veja a entrevista que Danilo deu ara o Vi o Mundo.

Bem vindo ao Brasil dos Absurdos.

Abraços,

Declev Reynier Dib-Ferreira
Cuidado com a Cuca que a Cuca te pega…

Assalto a ônibus no Rio de Janeiro: se você for assaltado, cuidado ao chamar a polícia

Thursday, August 11th, 2011

No País dos Absurdos é assim: se for assaltado, pode perder a carteira, o celular, a bolsa… se a polícia chegar, você pode morrer!

Não é a primeira vez que isso ocorre – e que ganha a grande mídia, fora o que não sabemos.

Todos lembram do ônibus 174 que, se não fosse a polícia, duas pessoas não teriam morrido, uma em erro, outra em assassinato, morto por asfixia pela polícia dentro do camburão depois de ter sido dominado e preso.

No caso da menina Eloá, erro da polícia.

O menino Juan, coitado, serviu de alvo pra brincadeira de tiro e ainda teve seu corpo sumido.

Agora, no assalto-sequestro do ônibus em plena Avenida Presidente Vargas, no Centro do Rio de Janeiro, policiais despreparados atiram nos pneus e acertam nos passageiros dentro do ônibus!!!!

Gentes, isso só pode ser piada!

Meudeusdocéu, TIREM AS ARMAS DAS MÃOS DA POLÍCIA!!!

Vamos fazer um Rio de Janeiro mais seguro: desarmem os policiais!!!

#campanhapelodesarmamentodapolícia

Abraços,

Declev Reynier Dib-Ferreira
Medo

A investigação descobriu o que todo mundo já sabia: policiais assassinaram deliberadamente o menino Juan

Thursday, July 21st, 2011

A investigação descobriu o que todo mundo já sabia: policiais assassinaram deliberadamente o menino Juan.

No Brasil dos Absurdos a polícia é mais bandida que os próprios.

Parece que tem que ter como pré-requisito o instinto assassino.

Em países sérios, policiais envolvidos em morte em serviço, aqui denominados eufemisticamente de “autos de resistência”, são afastados, passam por tratamento psicológico e outras burocracias para poderem voltar ao serviço com o público.

Aqui, que ainda não é um país sério, os policiais, em minha opinião de cidadão, em grande parte dos casos estão envolvidos em assassinato em serviço, assassinatos mascarados pelos eufemísticos autos de resistência.

– Olha lá aquele macaquinho, tá pensando que é gente… vamos ver quem acerta!

Pá pá pá pá pá pá pá pá pá pá pá pá pá pá pá pá pá pá pá pá pá pá pá pá pá pá pá pá pá pá pá pá pá pá pá pá pá pá pá pá pá pá pá !!!!!

– E agora, o que que a gente fazemos com o presunto?

– Bota uma arma na mão dele!

Lavra-se um auto de resistência.

Assassinatos em série.

Muito mais do que podemos imaginar.

O caso do menino Juan [não esqueçamos que, neste caso, além dele outro rapaz, de 17 anos, também foi assassinado!] não é o único.

Não é o primeiro.

Não será o último.

É apenas um dos milhares que ocorrem diariamente pelas ruas do Rio da Vergonha de Janeiro, mas que não ficamos sabendo.

Só como exemplo de que é uma prática comum: quase todos os policiais envolvidos neste caso já estavam respondendo por assassinato!!!!

Veja:

Um dos quatro acusados de matar Juan, o cabo Edilberto Ramos do Nascimento, também responde a um processo, juntamente com outros três PMs, pelo assassinato de Júlio César Andrade Roberto, em 7 de julho de 2008. [Fonte: O Globo, 21 de julho de 2011, p. 12 – grifo meu]

O que uma pessoa envolvida em assassinato está fazendo com uma arma na mão, na rua?

Solto??

Com uniforme e “autoridade”???

E, detalhe, muito provavelmente, os outros três citados acima também estão.

Tomem cuidado.

O Rio da Vergonha de Janeiro é um local muito perigoso, pois tem muito policial pelas ruas…

Abraços,

Declev Reynier Dib-Ferreira
Estupefato

Menino Juan que sumiu no Rio e tantos outros têm vida curta decretada assim que nascem

Monday, July 4th, 2011

No País dos Absurdos é assim: pela cor de sua pele, pelo sexo, pelo poder aquisitivo e pelo local de nascimento, pode-se predizer que uma pessoa vai ter vida longa ou curta.

Os brancos, vida longa. Os negros, vida curta.

Os que têm dinheiro, vida longa. Os que não têm, vida curta.

As mulheres, vida longa. Os homens, vida curta.

Os que nascem em “bairros”, vida longa. Os das “comunidades”, vida curta.

Façamos uma mistura entre as sentenças acima e teremos os de vida mais longa e os de vida mais curta.

Assim, os de vida mais curta são aqueles que nascem homens, negros, sem dinheiro e em comunidades.

Há um verdadeiro massacre, uma limpeza étnica acontecendo no Brasil dos Absurdos, que não é dita explicitamente, sendo mascarada pelos meios de comunicação e pelas autoridades por meio de ditos “confrontos” entre bandidos e polícia, se é que se pode fazer esta distinção.

Em pouquíssimos países do mundo se poderia ler uma manchete como esta, do sumiço do menino Juan, e ninguém ser efetivamente preso, nem o polícia matador pé-de-chinelo, nem altos comandantes.

Talvez isso possa acontecer também em países da África, sem preconceito com o nosso continente-mãe.

Mas isso só pode ocorrer em países em que existe uma limpeza étnica como no País dos Absurdos e determinados páises da África, por exemplo.

Resumo da ópera:

Três meninos jovens negros de comunidade voltam pra casa às 10h da noite, passando por um beco (utilizado normalmente pelos moradores).

Em determinado momento, polícias trocam tiros com bandidos.

Dois jovens aparecem baleados. Um dos feridos é tido como traficante e algemado durante dias no hospital.

Primeiro absurdo: polícias trocam tiros com bandidos em qualquer hora, em qualquer lugar, independente de quem esteja no caminho. Seria exagero dizer que só aqui isso acontece?

Segundo absurdo: o jovem baleado e algemado NÃO é traficante. Era somente um morador que estava passando pelo local. Por que razão foi dito como bandido?

Terceirro absurdo: um dos jovens some. Simplesmente. Sem comentários.

Quarto absurdo: a polícia só fez perícia no local 8 (oito) dias depois. Sem comentários, mas eu tenho vergonha de meu país.

Quinto absurdo: após a perícia, descobriu-se que a polícia NÃO ESTAVA TROCANDO TIROS COM NINGUÉM!!!

Sexto absurdo: segundo a polícia, eles foram até lá seguindo uma dica de uma ligação anônima. Descobriu-se que a ligação foi feita APÓS o suposto “tiroteio”: “não foram achados indícios de tiros disparados em direção os (sic) policiais do 20º BPM” (O Globo, 04/07/11, p.17).

Perceberam o horror desta situação?

A polícia simplesmente resolveu brincar de tiro ao alvo, ficaram de espreita em frente a um beco qualquer e mandaram bala nos primeiros que apareceream.

Dois conseguiram escapar. Um, eles sumiram com o corpo.

Eu me pergunto: quantos e quantos e quantos mais não temos por aí, jovens negros de comunidade, servindo de tiro-ao-alvo, sem que apareçam na grande mídia?

E ninguém vai preso por isso?!?

Abraços,

Declev Reynier Dib-Ferreira
Indignado e envergonhado deste país

Mais informações:

Índice de Homicídios na Adolescência

Mapa da violência no Brasil

De quem é a culpa de uma bala perdida que se acha?

Monday, April 4th, 2011

Quando alguém morre de “bala perdida”, a culpa é sempre da polícia, mesmo que o tiro tenha saído de uma arma que não dela.

Polícia decente não troca tiros dentro de cidade, nas ruas, com pessoas a volta.

Polícia decente investiga, patrulha, tem inteligência, espera, procura, ocupa; e não invade, ameaça, bate ou entra atirando a esmo.

Se o bandido atira e tem inocente a volta (bandido não liga pras mortes), a polícia defende o inocente, mas não revida tiros (porque polícia decente se preocupa com as mortes).

Polícia decente já sabe onde vai, como vai, com quem vai, quando vai.

E, quando for, não tem tiro nem dor, não tem agressão, não tem bofetada nem ameaça nem pé na porta.

Tem prisão.

Cenas de bang-bang urbano como se vê no Brasil, só no Brasil dos Absurdos.

Abraços,

Declev Reynier Dib Ferreira

Blogueiro Ricardo Gama leva tiro no Rio

Thursday, March 24th, 2011

Pois é, meus caros e baratos leitores… como eu acho que deixei claro no último post, vida de blogueiro não tá ficando fácil.

Isso é porque a internet pode estar popularizando a comunicação.

Antes, só jornalões e grandes comglomerados tinham acesso ao público, pois só eles tinham dinheiro e força política pra conseguir as liberações burrocráticas de praxe.

Afinal, quem é que pode, por exemplo, montar uma TV? Quem pode montar e colocar no ar uma rádio com um bom alcance e que não seja fora-da-lei? Quem pode imprimir um jornal diário e distribuí-lo aos quatro ventos do Brasil dos Absurdos?

Pouquíssimos.

Mas, quem pode montar um blog e divulgar suas ideias para todo o mundo, literalmente falando?

Todos, meus caros e baratos, todos.

Sei que a produção da notícia, inclusive na internet, continua nas mãos dos grandes, pois os grandes são grandes porque têm grana, estrutura e conhecem os donos das mamatas.

Mas dar nossa opinião sobre elas, criticar, avacalhar, bisbilhotar, divulgar nossos “pareceres”, escafungalhar com a safadeza dos grandes, todos podemos!

E com o fenômeno das redes sociais, das listas temáticas de emails, da grande virulência internetiana, essas ideias podem ser mais espalhadas que a dengue do Rio!

E é aí que incomodamos, que mexemos, que desestabilizamos o que hoje é estabilizado.

Vejam, por exemplo, a força que tomou o movimento Marina Silva, o projeto-de-lei-que-virou-lei Ficha-Limpa, a revolução que nasceu – após 30 anos de repressão – ao longo do Rio Nilo (fomentada pelas redes sociais).

Mas cada caso é um caso, certo?

Vamos, então, ao caso do blogueiro Ricardo Gama. Vejamos a notícia da imparcial Folha:

O blogueiro Ricardo Gama, conhecido por suas críticas aos governos Sérgio Cabral e Eduardo Paes, foi baleado na manhã desta quarta-feira, em Copacabana (zona sul do Rio). Ele foi internado no hospital Copa D’Or, onde passará por uma série de exames para determinar a necessidade de cirurgia.

Segundo a Polícia Militar, Gama levou dois tiros no rosto e um no tórax, disparados por um homem que o abordou em um carro prata.

Além de críticas aos governantes do Estado e da cidade do Rio, Gama também escreve, em seu blog, contra supostas irregularidades da própria polícia, não só no Rio de Janeiro, como em outros Estados.

Gama conseguiu repercussão para o seu blog no ano passado, quando divulgou o vídeo em que um jovem era chamado de ‘otário’ por Cabral durante a inauguração de obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).

Outro jornalão, O Dia, também noticiou o assunto.

Mas, uns parágrafos na notícia dO Dia dão pistas diferentes sobre o assunto:

(…)

Ano passado, Gama tentou uma vaga de deputado estadual pelo Partido da República (PR), liderado pelo deputado federal e ex-governador Anthony Garotinho. Amigo do blogueiro e ex-candidato ao governo estadual, Fernando Peregrino contou que o advogado chegou lúcido ao hospital. Ele acredita em crime político.

“Foi um atentado para matar mesmo. Vários tiros disparados em sua cabeça. Quem faz isso faz com motivações. Ele critica pessoas poderosas, mexe com instituições poderosas. Acreditamos, sim, em uma retaliação e um aviso aos demais que fazem o mesmo. Para nós, foi um crime político com dois objetivos: calar a boca do Ricardo e avisar aos que fazem denúncias contra as políticas de segurança, governamentais e sobre a milícia, que fiquem calados”, afirmou Peregrino.

O ‘aviso’, na opinião dele,seria dirigido a Garotinho e ao coronel Paulo Ricardo Paúl, ex-corregedor da PM, que também faz críticas ao governo em seu blog.

Aaaaaah…. sim… amigo do garotinho e do peregrino…

Então é por isso que escreve batendo somente no cabral e no paes?

Se os amigos fazem merda, não vai sair no blog?

Oras, uma coisa é um blogueiro que seja imparcial e que escreve e luta contra as injustiças, a roubalheira, a sacanagem, a patifaria que escorre do topo do copo do Brasil dos Absurdos; outra é um blogueiro que escreve insistentemente contra apenas um ou dois políticos, exatamente contra aqueles que são adversários de outros políticos aos quais ele é amigo e é ligado – políticos os quais, alíás, não são exemplos de honestidade.

Se formos comparar, não dá pra saber quem é pior…

Se formos ver a questão da política de segurança, por exemplo, por mais que tenhamos críticas a atual, nada se compara à quadrilha que estava no poder na época do amigo do Ricardo.

Desta forma, o tiro não deve ser porque o Ricardo é blogueiro, mas porque é um blogueiro com direcionamento polítiqueiro (e não “político”). Quero ver no caso do Garotinho novamente governador (toc!, toc!, toc!), se o Ricardo vai continuar um grande combatente contra a corrupção!

De qualquer forma, o Ricardo tem o direito de emitir sua opinião, seja ela qual for, e ninguém tem o direito de tentar calar pela violência.

E este fato remete ao que eu estava dizendo lá no início, sobre a força possível dos blogs e mídias alternativas.

Continuemos.

Abraços,

Declev Reynier Dib-Ferreira
Blogueiro

Policial tem que cumprir “metas”… mas como?

Thursday, March 3rd, 2011

Vejo, sinceramente, com bons olhos a nomeação da nova delegada da polícia civil do Rio de Janeiro, Marha Rocha.

Em primeiro lugar, por ser uma mulher.

Não que este requisito seja, por si só, suficiente para fazer da pessoa uma boa, honesta e correta pessoa – aliás, o que a polícia tem de menos e necessita de mais.

Mas, é preciso inovar, e uma mulher pode ter este papel inovador e mais humano.

Porém, fico apreensivo quando leio determinadas notícias nos jornais.

Deu nO Globo do dia 1º de março de 2011 que, em uma reunião com delegados…

ficaram acertadas diversas metas durante o encontro: as delegacias distritais deverão concluir pelo menos 15 inquéritos por mês e efetuar no mínimo uma prisão por semana (O Globo, 01/03/11, p.23).

Oras, a atividade policial não é como a atividade de um cozinheiro que tem que fazer 20 pratos numa noite, ou de um vendedor que tem que vender 3 carros no mês, ou do gari que tem que limpar 10 ruas por dia.

Não é algo que se possa contabilizar assim, com números absolutos.

É claro que se tem que pedir trabalho, eficiência. Mas a eficiência da polícia não pode ser medida somente com números, como se de números fosse feita a sociedade.

É isso o que querem que acreditemos, mas não é isso.

Veja, se não há, na jurisdição de determinado delegado, nenhum crime, isso é óttimo! Ele não tem ninguém pra prender! E a polícia pode e deve trabalhar com a prevenção!

Se ele tem crimes, tem, ao contrário, gente pra prender… mas… ora ora… QUEM são essas pessoas que ele vai prender?

A polícia tem que trabalhar com a inteligência blá blá bla… todo mundo sabe disse. E daí?

Todos conhecem aquela anedota-quase-verdadeira sobre a melhor polícia do mundo, não?

Contá-la-ei:

Era um concurso para ver qual seria a melhor polícia do mundo.

Dentre elas estava a polícia do Brasil.

Os organizadores do concurso soltavam um coelho num matagal e a equipe policial que voltasse com o animal em menor tempo seria considerada a melhor.

O FBI foi o primeiro. Usando fotos de satélite, análise de DNA dos pêlos encontrados, helicópteros etc. O coelho foi encontrado em 3 horas e 14 minutos.

Então foi a vez da Scotland Yard. Usando analistas de comportamento, psicólogos, estudiosos da espécie dos coelhos e cenouras com sonífero, eles capturaram o coelho em 1 hora e 30 minutos. O FBI ficou arrasado. Todos aplaudiram e já consideravam-na como a vencedora.

Então, finalmente, foi a vez da polícia brasileira. Com uma Veraneio 74, com o porta-malas amarrado por uma corda (o fecho da tampa caiu em 1982), 5 homens com o corpo pra fora do carro, metralhadoras à mostra, batendo nas portas e em alta velocidade, eles adentraram à floresta.

Voltaram em 23 minutos, deixando todos muito impressionados. Então eles abriram o porta-malas do camburão (desamarrando a corda) e lá dentro estava um gambá, todo encolhido, cheio de hematomas e ensanguentado, gritando:

“Eu juro que eu sou um coelho!! Eu juro que eu sou um coelho!!”

Quantos gambás, porcos, esquilos e oturos bichos serão presos como “coelhos”?

Já escrevi sobre isso em forma de conto.

Tendo que fazer “uma prisão por semana” e “concluir 15 inquéritos por mês” eu aviso: tomem cuidado ao andarem pelas ruas, especialmente se você é pobre e negro… o próximo coelho pode ser você!

Abraços,

Declev Reynier Dib-Ferreira
Com medo de andar às ruas

Excessos, não: depredação, abuso de poder, crime!

Wednesday, December 1st, 2010

Estudantes que quebram vidraças em manifestações cometem “depredação”.

MST pratica “atos criminosos” e cometem “destruição”.

Mas, segundo a Globo, os policiais que fodem a vida de moradores cometem “excessos”.

Ora, os policiais não cometeram “excessos”, conforme a imprensa afirma. Cometeram depredação, abuso de poder, vilania, crime, furto.

São criminosos!

Ô imprensa de merda!

Declev Reynier Deb-Ferreira
Leitor indignado

Filme “O policial e o bandido” ou “O policial é o bandido”?

Thursday, December 17th, 2009

Cena 1 – Um homem anda pelas ruas da cidade, de tênis reluzente, jaqueta com bolsos, onde descansam as mãos.

Cena 2 – Dois homens o seguem, a cerca de 20 metros de distância, cada um em uma calçada, com a mão na cintura, dando a entender estarem armados e o possível assalto.

Cena 3 – Em determinado ponto da calçada (pode ser em frente a um banco) os homens armados o abordam, anunciando o assalto.

Cena 4 – O assaltado se assusta e reage, passando-se à briga, com os meliantes tentando tirar a jaqueta do homem. Na confusão, um dos assaltantes consegue retirar a jaqueta da vítima, enquanto ela parte para cima do outro.

Cena 5 – Corta o plano geral para a mão do assaltante, focalizando a arma. A arma dispara. Em câmera lenta, vê-se o projétil sair do cano da arma e percorrer cerca de 10 centímetros, até atingir o abdômem do assaltado, já sem jaqueta.

Cena 6 – Um dos assaltantes dá um chute no corpo caído, enquanto o outro retira os tênis do mesmo.

Cena 7 – Os assaltantes saem correndo, carregando os tênis e a jaqueta.

Cena 8 – Poucos segundos depois, passa pela rua um carro de polícia, ao lado do corpo baleado, em direção aos assaltantes. Um dos policiais está com a mão para fora, apontando uma arma e gritando “Pode parar! Pode parar!”.

Cena 9 – Os assaltantes param, enquanto os policiais freiam o carro, abrem as portas e saem, indo em direção aos mesmos.

Cena 10 – Corta para um dos policiais: “Como é que é imbecis!, eu já falei que não é pra dar tiros por aqui!”

Cena 11 – Um dos quatro, ops!, dois bandidos responde: “Mas o cara reagiu!”.

Cena 12 -O policial dá um tapa na cara dele, que recebe calado, enquanto grita: “Olha a merda que você fez! Amanhã ao invés de um assalto que nem registro vai dar vai ter um assasssinato na minha área, PÔRRA!!!”

Cena 13 – O outro assaltante responde: “Eu sei chefe, mas se nós não fizesse o cara tinha matado nós!”

Cena 14 – “Dá essa merda aqui!”, diz o policial enquanto pega das mãos do assaltante o par de tênis e a jaqueta.

Cena 15 – O assaltante reclama sua parte: “Pô, vamos dividir aí, como sempre…”

Cena 16 – O policial responde: “Dividir é o CARALHO!!! Depois dessa merda isso fica com a gente, pra pagar o aborrecimento!” – Aponta a arma pra eles – “E pode vazando, pode vazando!!!”

Cena 17 – Um dos bandidos sai, puxando o outro: “V’ambora, cara, senão a merda vai ser pior e vai sobrar pra gente”.

Cena 18 – O policial joga os tênis e a jaqueta pela janela traseira da viatura, entram no carro e vão embora, passando novamente em frente do corpo caído, sem parar.

Se eu visse um filme com um roteiro desses eu diria: “Que exagero! Isso não acontece. Assim também é demais, é querer denegrir a imagem da polícia!”

Nem em filme.

Declev Reynier Dib-Ferreira
Espectador do Filme “Brasil dos Absurdos”