Cuidado blogueiros, que a Folha te pega, te pega daqui, te pega de láááá…

Acabei de descobrir o Desculpe a nossa fAlha, um blog protesto contra a censura de outro blog: o Falha de S. Paulo [Como você poderá perceber, ele está fora do ar].

Pois é, no País dos Absurdos, a não-censura pode, sim, dar vazão à censura, se você for rico e poderoso. Contrasenso? Não sei…

Afinal, pra que serve a (in)justiça do Brasil dos Absurdos, senão para mandar prender empregadas domésticas que roubam potes de manteiga, soltar criminosos ou censurar blogs pequenitos???

Aaaah… se não fosse a (in)justiça brasileira… a gente tava ferrado, né? Agora, sim, eu me sinto muito mais seguro!

Começo a achar, até, que o presidente da Associação dos Magistrados do Estado do Rio de Janeiro está certo, dizendo que um juiz ganha pouco. Realmente, com toda esta trabalheira pra fazer um país mais justo, eles mereciam ganhar muuuuuuito mais…

Mas, voltando ao Falha de S. Paulo. No Desculpe a nossa Falha existe o Entenda o Caso, onde eles explicam o que aconteceu.

Leia lá, mas não é difícil de imaginar: o Falha de S. Paulo era um site de humor, político, rascante, ácido, assim como muitos programas, sites, revistas e humoristas que tem por aí – que não são censurados (ou ainda não foram… por isso o medo da jurisprudência!).

Neste site tem umas imagens do falecido - feito por outras pessoas, claro, pois os autores processados não são tão doidos!

Só que a Folha de S. Paulo, aquele jornal que apoiou a ditadura e até hoje joga contra tudo que seja democrático, revolucionário, anti-acumulador de riquezas, se sentiu, coitado, ofendido.

Não só conseguiu uma liminar na justiça para tirar o site do ar, como ainda pede, claro, uma indenização em dinheiro contra os mal-feitores. Veja o processo.

Isso é o que eu chamo de “librerdade de imprensa”, de “país livre”, de “justiça”… ops!, que qué isso mesmo?

Bom, do jeito que eu falo mal da (in)justiça brasileira, posso ser o próximo…

Não me levem a mal, hein, meritíssimos? Eu acredito na justiça, na boa. Mas só na “boa” justiça, se é que se pode dizer assim.

Vamos colocar do seguinte modo: eu acho que a maioria dos políticos é safada, desonesta, corrupta, sem vergonha, pilantra e cafajeste.

Mas, acredito na política como meio de gerenciar um povo, assim como acredito nas boas intenções de determinados políticos.

Também acho que grande parte da polícia brasileira é assassina, corrupta e mais bandida que os bandidos.

Mas, acho que tem uma boa parte dela que tenta lutar contra esta “banda podre” (expressão que não fui eu que inventei!), que tenta, de fato, protejer a sociedade e que tem, ela própria, que se proteger contra os bandidos (bandidos/bandidos e bandidos/polícia).

Acho, igualmente, que a grande imprensa é (quase) toda marrom e fede.

Mas, acredito que uma boa parte dela seja, de fato, imparcial. 

Acredito até que a imprensa tenha o direito de ser de um lado ou de outro, apoiando, se quiser, uma ditadura, como a Folha fez. É a linha editorial do jornaleco, ele tem o direito de seguir. Só não tem o direito de mentir e deturpar a verdade, nem tem o direito de negar que o faça e que tenha um lado. É mais fácil dizer: “tenho um lado, e é este”. Ele tem o direito de fazer isso, e compra quem quer.

Da mesma forma, apesar de minhas ácidas críticas à (in)justiça, acredito na justiça brasileira (pois já vi inúmeros casos em que ela “funcionou”), assim como creio que muitos juízes são pessoas de bem e não se acham deuses, mas justos servidores da sociedade.

[Dessa acho que me safei, né?]

Pra terminar: como acredito que um grande jornal tem o direito de ser parcial e apoiar a ditadura que ele acha melhor, acredito que temos o direito de sacaneá-lo.

Desta forma, venho pedir: FIM DA CENSURA!

Abraços,

Declev Reynier Dib-Ferreira

One Response to “Cuidado blogueiros, que a Folha te pega, te pega daqui, te pega de láááá…”

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